Ministério da Saúde envia testes de malária para TI Ianomâmi

Brenda Coelho, do Programa Nacional de Prevenção e Combate da Malária (PNCM), afirma que mesmo aqueles indígenas que estão assintomáticos serão testados

Ianomâmis
Ianomâmis (Foto: Darisa Yanomami e Juruna Yanomami/HAY)


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247 - O Ministério da Saúde deu início ao envio de testes rápidos para identificar casos de malária em indígenas das seis regiões da TI Ianomâmi em meio à crise humanitária que atinge essa região, agravada pelo último governo de Jair Bolsonaro. 

"Foram definidos os pontos iniciais em que haverá o uso dos testes. Serão eles: Auaris, Surucucu, Missão Catrimani, Maloca Paapiú, Kataroa e Waphuta", informou Alex Bauman, responsável pelo núcleo 5 de combate a doenças em eliminação do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) na região.

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"Os testes rápidos foram escolhidos devido a facilidade de uso e o peso --sendo mais leve, é mais fácil viabilizar o envio para as áreas remotas".

Brenda Coelho, do Programa Nacional de Prevenção e Combate da Malária (PNCM), afirma que mesmo aqueles indígenas que estão assintomáticos serão testados. 

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“Assim teremos uma análise mais precisa da situação nas aldeias. E o teste é simples: o agente coleta uma gota de sangue do paciente e utiliza um reagente para identificar a doença", explicou. 

A doença é uma das principais que atinge os ianomâmi e vem sendo agravada pelo quadro de insegurança alimentar que atinge o território. Somente no ano passado, foram contabilizados 12.261 casos entre os ianomâmi, sendo a faixa etária entre zero e nove anos a mais atingida: 5.799 casos registrados, segundo dados do Relatório Missão Ianomâmi, publicado em janeiro de 2023 pela pasta. (Com Brasil de Fato). 

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