Ministério comandado por Damares tenta incluir garimpeiros e pecuaristas em lista de povos tradicionais
Advogado Diogo Cabral afirma que a iniciativa ministerial faz parte de uma tentativa do governo Bolsonaro para legitimar grupos que atuam de forma ilegal
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
247 - O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, comandado por Damares Alves, tentou classificar, durante reunião do Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT), garimpeiros e pecuaristas como povos tradicionais do Brasil. A informação, segundo o jornal O Globo, consta da ata da reunião realizada na terça-feira desta semana (7).
O tema, porém, foi excluído das discussões após os integrantes do conselho manifestaram indignação com a possibilidade de que grupos ligados à destruição do meio ambiente fossem tratados como os povos indígenas, quilombolas, caboclos e ribeirinhos.
“Nas diversas regiões da Amazônia brasileira, garimpeiros têm destruído extensões de nossa floresta e atacado povos indígenas, comunidades quilombolas, ribeirinhos. O que o decreto tem como princípio é justamente a valorização e o respeito à diversidade socioambiental e cultural dos povos e comunidades tradicionais, e não a sua destruição”, disse o advogado Diogo Cabral, da Federação dos Trabalhadores Rurais e Agricultores Familiares do Estado do Maranhão (Fetaema). Segundo ele, a iniciativa ministerial faz uma tentativa do governo federal de legitimar a ação de grupos econômicos que atuam de forma ilegal.
Diante da repercussão, a Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SNPIR), ligada ao ministério, negou ter apresentado a demanda e se posicionou de forma contrária à inclusão destes grupos na lista de povos tradicionais.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247