Militares temem perder força em decisões ligadas ao setor nuclear

Militares consideram como negativa uma possível mudança nas estatais do setor nuclear, com eventual saída de oficiais dos cargos de chefia, como sugerido pela equipe de transição

(Foto: Divulgação/Marinha do Brasil)


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247 - A despolitização das Forças Armadas será um dos maiores desafios para o futuro ministro da Defesa do governo Lula, José Múcio Monteiro, uma vez que os militares temem ficar de fora de áreas consideradas estratégicas, como as estatais que trabalham com energia nuclear. A Nuclep (Nuclebras Equipamentos Pesados) e a INB (Indústrias Nucleares do Brasil) “são grandes fornecedoras de equipamentos para a Marinha e há diversas parcerias estratégicas para o desenvolvimento de tecnologias entre a Força e a estatal”, destaca a Folha de S. Paulo

“Esse setor hoje está sob o guarda-chuva do Ministério de Minas e Energia, que teve seu organograma robustecido sob o comando do almirante Bento Albuquerque”, destaca a Folha de S. Paulo. A INB, chefiada pelo capitão de Mar e Guerra da reserva Carlos Freire Moreira, possui o monopólio de produção e comercialização de materiais nucleares, inclusive na cadeia produtiva do urânio como combustível nuclear. 

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A empresa é uma grande fornecedora de equipamentos para a Marinha e possui uma vasta gama de parcerias estratégicas. Já a Nuclep, presidida pelo contra-almirante Carlos Henrique Silva Seixas, produz bens de capital e equipamentos pesados sob encomenda.

“Dentro do gabinete de transição do governo Lula, integrantes do grupo destinado à reestruturação do Ministério da Ciência e Tecnologia defendem que pelo menos uma das empresas —no caso a INB— seja reintegrada à pasta. No grupo, não há consenso sobre o melhor destino para a Nuclep”, ressalta a reportagem. 

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Ainda conforme o periódico, o receio de parte do almirantado avalia como “muito negativa uma possível mudança nas estatais do setor nuclear, com eventual saída de oficiais dos cargos de chefia”.  “O principal receio está na possibilidade de que uma queda de braço entre o Ministério de Ciência e Tecnologia e o Ministério de Minas e Energia impacte a composição dos conselhos de administração e presidências dessas estatais”, completa o texto. 

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