Militares se vacinam menos contra Covid-19 do que a população civil
A Marinha nem mesmo tem registro dos oficiais vacinados
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247 - Os militares das três Forças Armadas têm índices de vacinação contra Covid-19 menores do que a população civil, diz a Folha de S. Paulo com base na Lei de Acesso à Informação (LAI). Como motivos são citadas "a desobrigação da vacina, a falta de estímulos à segunda dose e a ausência de diretrizes objetivas sobre imunização" dentre os militares.
A proporção de militares do Exército vacinados é inferior à da população geral até mesmo com a inclusão dos jovens na contagem. A Marinha não tem sequer um controle sobre os oficiais vacinados.
No Exército, até janeiro de 2022, 143.512 militares da ativa tinham o primeiro ciclo vacinal completo. Segundo a Força, a quantidade equivalia a 68% do total. Portanto, até aquele mês, 67,5 mil integrantes do Exército não tinham o ciclo vacinal completo. Desse total, 21,1 mil não haviam tomado nem a primeira dose, ou 10% dos militares da ativa.
Já na população geral, o índice de vacinação era de 91,7% naquela mesma data, 24 de janeiro, mostram os dados do consórcio de imprensa. Somados os adolescentes com 12 anos ou mais, essa proporção era de 82,6% naquele dia.
Na Força Aérea, até 18 de janeiro, 50.355 militares haviam se vacinado com duas doses, o que representa 75,9% do total. Logo, 16 mil oficiais da ativa da Aeronáutica não tinham o primeiro ciclo completo. Na população adulta em geral, naquele dia, o índice de vacinação era de 91,2%. Com a inclusão dos adolescentes, caía para 82,2%.
Em 17 de fevereiro, os vacinados com a primeira dose na FAB eram 64,5 mil, ou 97,6% do todo. Com o ciclo completo, eram 59,1 mil, 89,4% do total. Entre os adultos em geral na população brasileira, o índice chegava a 94,8%. Na população em geral (incluídas as crianças), era de 71,4%.
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