Mídia é conivente com a construção do negro no lugar subalterno, diz Silvio Almeida
No Roda Viva, professor, filósofo e jurista discutiu racismo estrutural: “Como a gente pode falar de meritocracia num país que mata um menino de 14 anos que só queria estudar, dentro de casa?”
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Revista Fórum - Convidado do programa Roda Viva desta segunda-feira (23), o professor, jurista e filósofo Silvio Almeida apontou a responsabilidade dos meios de comunicação no racismo no Brasil. No programa da TV Cultura, ele debateu a onda de protestos antirrascistas no mundo e disse que a meritocracia não tem lugar em uma sociedade profundamente desigual como a brasileira.
“Os meios de comunicação são absolutamente coniventes com a construção do imaginário social do negro nesse lugar subalterno”, disse Almeida, ao ser perguntado sobre o tema. “Não existiria a possibilidade de você ter um racismo estrutural e sistêmico se não houvesse, dioturnamente, reprodução nos meios de comunicação de esteriótipos de pessoas negras, se não houvesse programas de televisão que naturalizam toda hora o assassinato, a morte, a condição do negro como bandido”, completou.
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