Mercadante: legado de Weintraub é uma tragédia para a educação brasileira

Após a demissão de Abraham Weintraub do Ministério da Educação, o ex-ministro Aloizio Mercadante afirma que seu legado representará “uma tragédia para educação brasileira” e que a pasta hoje encontra-se em um cenário de “terra arrasada"

Mercadante sobre Weintraub: vamos ter arrocho fiscal no MEC
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247 - "O ministério da Educação hoje encontra-se em um cenário de 'terra arrasada'". Esta é a avaliação do ex-ministro Aloizio Mercadante, que atuou na pasta no governo Dilma. Em sua visão,  o legado Abraham Weintraub representará “uma tragédia para educação brasileira” . 

A demissão de  Weintraub foi cocorreu nesta quinta-feira (18) após ele disparar uma sequência de ataques contra o STF. 

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Mercadante destaca a biografia  do ex-ministro. “Weintraub foi um péssimo estudante, pegou nove dependências na USP e nada produziu de relevante do ponto de vista acadêmico. Na verdade, ele nunca se envolveu com a vida universitária”. 

O ex-ministro também destaca que Weintraub, que chamou as instituições federais de "balbúrdias", “enfrenta as universidades públicas como se tivesse mágoa, com muita raiva”. 

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Questionado sobre o legado de Weintraub, Mercadante recorda que “ele obstruiu a aprovação do Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica], que representa R$ 148 milhões redistribuídos nas escolas”.  “Sem o programa, as escolas mais pobres serão prejudicadas e não haverá também piso salarial para professores”, acrescenta ele. 

Além disso, destaca Mercadante, “Weintraub também tentou acabar com a escolas técnicas, interferir da autonomia e liberdade universitária,  esvaziou a pós-graduação e acabou com a TV Escola”. 

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Ele também relembra que a única iniciativa de Weintraub, o programa Future-se, não teve adesão alguma e foi rejeitado pela comunidade acadêmica. 

“Ele conseguiu criar algo inédito: uma rejeição ampla, geral e irrestrita”, conclui ele. 

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