Mercadante: há uma intervenção militar na saúde e as respostas não chegam

O ex-ministro Aloizio Mercadante disse que há uma intervenção militar no Ministério da Saúde e que as respostas para o enfrentamento da crise relacionada à Covid-19 continuam não chegando para a população

Mercadante: golpe quer privatizar bens públicos e universais
Mercadante: golpe quer privatizar bens públicos e universais (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)


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247 - O ex-ministro Aloizio Mercadante declarou ao programa DCM ao meio do dia desta terça-feira (14/7) que há uma intervenção militar no Ministério da Saúde e que as respostas para o enfrentamento da crise relacionada à Covid-19 continuam não chegando para a população. A afirmação foi feita por Mercadante ao comentar nota do ministro do STF Gilmar Mendes, em que Mendes afirmou respeitar as Forças Armadas e disse que seu comentário de que o Exército estava se associando a um "genocídio" na gestão da pandemia no Brasil foi em referência à presença excessiva de militares na pasta da Saúde.

“Já são 72 mil mortos, não há teste massivo, não houve medidas prudenciais, não houve parceria republicana com estados e municípios, não houve a liberação dos recursos prometidos, e nós estamos com os prefeitos e governadores tensionados, muitas vezes, com aberturas e flexibilizações indevidas, sem evidencia científica sem recomendação da medicina”, disse Mercadante. O ex-ministro relembrou, ainda, que em 9 estados do país continua a aceleração dos casos e da contaminação e que há capitais que estão com a capacidade de atendimento pública acima de 90% e em alguns casos da rede pública e privada.

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