Menção a Bolsonaro é suficiente para iniciar investigação, avaliam procuradores da PGR e MPF
Ao supostamente vazar informações da operação que prendeu Ribeiro, Bolsonaro pode ter cometido crimes de favorecimento pessoal, violação de sigilo funcional e obstrução de justiça
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247 - Para procuradores da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do Ministério Público Federal (MPF), a menção do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro a Jair Bolsonaro (PL) é suficiente para abrir uma apuração sobre possíveis crimes cometidos pelo chefe do governo federal.
Em conversa com a filha, Milton Ribeiro afirmou ter sido avisado por Bolsonaro de uma operação da Polícia Federal que o tinha como alvo. Ribeiro é investigado por comandar, com a ajuda de pastores, um esquema de corrupção no Ministério da Educação, com recebimento de propinas em troca de liberação de recursos da pasta.
>>> Ouça a conversa em que Milton Ribeiro revela aviso de Bolsonaro sobre operação da PF
Para membros da PGR e do MPF, consultados pelo UOL. Bolsonaro pode ser enquadrado nas práticas criminosas de favorecimento pessoal, violação de sigilo funcional e obstrução de justiça.
Ainda que defendam uma apuração sobre a conduta de Bolsonaro, os procuradores afirmam que, indo para o Supremo Tribunal Federal (STF), por Bolsonaro ter foro privilegiado, o caso pode não ter o desenvolvimento necessário. O melhor caminho, eles defendem, seria desmembrar a apuração, deixando a cargo do STF apenas o que for relacionado a Bolsonaro.
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