Mello Franco: retomada da CPI trouxe de volta "os mercadores de vacina e suas histórias da carochinha"
“Enquanto milhares de brasileiros morriam por falta de ar, o reverendo, o cabo e os coronéis faziam negócios em Brasília", diz o jornalista Bernardo Mello Franco
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247 - O jornalista Bernardo Mello Franco observa que a retomada dos trabalhos da CPI da Covid trouxe de volta “os mercadores de vacina e suas histórias da carochinha”. “A turma já reapareceu na CPI da Covid”, escreve ele em sua coluna no jornal O Globo.
“Na terça, os senadores ouviram o reverendo Amilton Gomes de Paula. Ele desistiu de pescar almas para cavar negócios no Ministério da Saúde”, destaca. “Na quarta, a CPI ouviu o coronel Marcelo Blanco, que integrava a tropa do general Eduardo Pazuello. Ele estava no jantar da propina com o cabo Luiz Dominghetti, dublê de policial militar e camelô de vacinas”, diz Mello Franco em outro ponto do texto.
“A semana terminou com o depoimento de Airton Cascavel, outro homem de Pazuello. Ele se definiu como um “facilitador” que tinha a tarefa de ‘fazer acontecer’. Mas não soube explicar por que dava ordens sem ter sido nomeado no Diário Oficial”, ressalta.
“Enquanto milhares de brasileiros morriam por falta de ar, o reverendo, o cabo e os coronéis faziam negócios em Brasília. Em julho, Jair Bolsonaro disse que a capital sempre foi um paraíso de picaretas e espertalhões. Pode ser, mas eles nunca foram tão bem recebidos”, finaliza.
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