Mello Franco: operação da PF contra fake news expôs cloaca do bolsonarismo
Jornalista Bernardo Mello Franco destaca que a operação da Polícia Federal “abriu a tampa de um bueiro” de onde apareceram os “personagens da cloaca bolsonarista, que usam as redes para disseminar ódio e atacar instituições”.
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247 - O jornalista Bernardo Mello Franco destaca que o inquérito das fake news “abriu a tampa de um bueiro” de onde apareceram os “personagens da cloaca bolsonarista, que usam as redes para disseminar ódio e atacar instituições”.
“Entre os alvos da operação, estão os empresários Luciano Hang, da Havan, e Edgard Corona, da SmartFit. Eles integram o Brasil 200, que se apresentava como um movimento liberal. Por trás da fachada reformista, estimulavam ataques a parlamentares, juízes e jornalistas”, diz Mello Franco.
“O ministro Alexandre de Moraes determinou a quebra dos sigilos da dupla desde julho de 2018. Seguindo o dinheiro, os policiais poderão esclarecer mistérios da eleição presidencial. As descobertas têm potencial para abastecer ações em curso no TSE”, acrescenta.
Mello Franco acrescenta, ainda, que a investigação também atinge ativistas de extrema direita como Sara Winter. Ex-feminista, ela chegou a organizar protestos contra o então deputado Jair Bolsonaro. Hoje integra uma milícia governista, que idolatra o capitão e defende o fechamento do Congresso e do STF”.
“Os habitantes da cloaca dizem representar a “voz do povo” e ameaçam pegar em armas contra “traidores da pátria”. Puro fascismo, que encontra eco no discurso de deputados alinhados ao Planalto”, afirma.
“Em mais um ato de submissão, o procurador Augusto Aras pediu a suspensão do inquérito. Bolsonaro acusou o golpe e convocou uma reunião de emergência no palácio. No dia em que o Brasil chegou a 25 mil mortes pelo coronavírus, o presidente voltou a ignorar a pandemia. Preferiu socorrer a sua milícia virtual”, finaliza o jornalista.
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