Mello Franco: liberação de cultos na pandemia é novo capítulo em disputa por uma vaga no STF
Para o Jornalista Bernardo Mello Franco, a decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do STF, que liberou a realização de cultos presenciais em meio ao agravamento da pandemia, "é só o novo capítulo da disputa pela vaga do ministro Marco Aurélio Mello"
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“Na disputa por uma cadeira no Supremo, vale tudo para agradar Jair Bolsonaro. Até ignorar a ciência e defender a reabertura de templos no pior momento da pandemia”, diz o jornalista Bernardo Mello sobre a decisão do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), que liberou a celebração de cultos presenciais no pior momento da pandemia.
Para Mello Franco, “a genuflexão diante dos pastores bolsonaristas é só o novo capítulo da disputa pela vaga do ministro Marco Aurélio Mello. Nos últimos meses, Aras e Mendonça têm travado um duelo para mostrar quem é mais fiel ao capitão. Os dois já haviam cobiçado a cadeira de Celso de Mello, mas foram preteridos pelo azarão Kassio Nunes Marques, que ontem liberou a reabertura das igrejas”.
“Aras age pela omissão. Desde que assumiu o cargo, faz vista grossa às ilegalidades praticadas por quem o nomeou. O procurador é mais do que um novo engavetador-geral da República. Na pandemia, tem atuado como um acobertador de crimes presidenciais”, destaca Mello Franco no texto.
“Mendonça se notabilizou por usar o Ministério da Justiça para perseguir críticos do presidente. Mandou a Polícia Federal abrir inquéritos contra professores, jornalistas e chargistas com base na Lei de Segurança Nacional. No mês passado, ele mobilizou o aparelho do Estado para investigar e constranger um sociólogo que comparou Bolsonaro a um “pequi roído”. O caso foi arquivado, mas o ministro marcou mais um ponto com o chefe. De volta à chefia da AGU, ele terminou a semana como favorito na corrida pela toga”, completa.
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