Mello Franco: 'CPI produziu mutação no comportamento dos bolsonaristas'
“A CPI da Covid produziu uma mutação nos bolsonaristas. Diante dos senadores e das câmeras de TV, os defensores do capitão perdem subitamente a valentia”, afirma o jornalista Bernardo Mello Franco
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247 - O jornalista Bernardo Mello Franco afirma que “a CPI da Covid produziu uma mutação nos bolsonaristas. Diante dos senadores e das câmeras de TV, os defensores do capitão perdem subitamente a valentia”.
“Na semana passada, o fenômeno ocorreu com Fabio Wajngarten. Conhecido pela agressividade nas redes sociais, o publicitário afinou ao usar o microfone. Adotou um tom humilde, quase servil, para tentar escapar ileso do depoimento”, avalia Mello Franco em sua coluna no jornal O Globo desta quarta-feira (19).
“Ontem a foi a vez de Ernesto Araújo sofrer um surto de amnésia. Pivô de múltiplas crises com a China, o ex-chanceler jurou que nunca criou atritos com Pequim. Renegou até o artigo em que se referiu ao coronavírus como ‘comunavírus’, endossando a teoria conspiratória de que os chineses teriam lucrado com a pandemia”, destaca ele no texto.
Para o jornalista, “apesar dos recuos e das gaguejadas, Wajngarten e Ernesto não conseguiram blindar o chefe. O publicitário admitiu que Jair Bolsonaro ignorou ofertas de vacinas da Pfizer. E o ex-chanceler confirmou que o presidente deu ordens para negociar a importação de cloroquina”.
Ainda segundo ele, “Ernesto deixou claro que sua gestão estava mais empenhada em travar lutas ideológicas do que em salvar vidas. Por discordar do governo da Venezuela, o ministro se negou a colaborar com o transporte de cilindros de oxigênio de Caracas para Manaus”. “Depois que a doação chegou, ele se recusou a dar um mísero telefonema para agradecer”, finaliza.
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