Mello Franco: 'Bolsonaro não inventou o coronavírus, mas se aliou a ele contra a população'

"A perversidade não estará entre os crimes listados pela CPI, mas será lembrada por quem revisitar, no futuro, este momento sombrio do país”, afirma o jornalista Bernardo Mello Franco

Bernardo Mello Franco, vista aérea de cemitério em Manaus e Jair Bolsonaro
Bernardo Mello Franco, vista aérea de cemitério em Manaus e Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução | Reuters | PR)


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247 - O jornalista Bernardo Mello Franco destaca, em sua coluna no jornal O Globo, que o relatório final da CPI da covid deverá imputar 11 crimes contra jair Bolsonaro e apontar o ex-capitão como “responsável pelo agravamento da pandemia que já matou mais de 600 mil brasileiros”. “Bolsonaro não inventou o coronavírus, mas se aliou a ele contra a população que deveria proteger. Ajudou a espalhar a doença, sabotou as medidas sanitárias, pregou o uso de remédios ineficazes e atrasou intencionalmente a compra de vacinas”, afirma. 

Ainda segundo ele, enquanto Bolsonaro “negava a ciência, picaretas tentavam faturar com a tragédia. Eles atuaram no Ministério da Saúde, transformado num antro de negociatas, e no setor privado, onde operadoras de saúde fraudaram até atestados de óbito.A barbárie teve o apoio de uma rede de desinformação. O bolsonarismo usou sua máquina do ódio para torpedear o distanciamento social, o uso de máscaras e a confiança nas vacinas. O objetivo era claro: desviar a responsabilidade pelas mortes e desgastar gestores que acreditaram na ciência”.

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Para o jornalista, “os crimes de Bolsonaro são muitos e serão detalhados no relatório da CPI. A lista irá da prevaricação no escândalo da Covaxin ao homicídio por omissão deliberada, passando por infrações sanitárias, uso irregular de verba pública e charlatanismo”.

“Antes de chegar ao poder, Bolsonaro sonhava com uma guerra civil que matasse 30 mil brasileiros. A pandemia já multiplicou essa cifra por 20. Pesquisadores afirmaram à CPI que o governo poderia ter salvado cerca de 400 mil vidas. Bastava adotar políticas que o capitão insistiu em ignorar”, ressalta.

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“A perversidade não estará entre os crimes listados pela CPI, mas será lembrada por quem revisitar, no futuro, este momento sombrio do país”, finaliza Mello Franco.

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