Mario Vitor Santos: caiu a máscara do Exército e das instituições

“A decisão do comandante do Exército [de não punir Pazuello] acaba significando uma retirada do teatro, da máscara de que as instituições republicanas estariam funcionando e de que o Exército é neutro nessa discussão”, afirmou o jornalista Mario Vitor Santos



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247 - O jornalista Mario Vitor Santos, em entrevista ao programa Boa Noite, da TV 247, analisou os reflexos da decisão do comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira, de não punir o general e ex-ministro Eduardo Pazuello por participar do ato político com Jair Bolsonaro.

“A decisão do comandante do Exército acaba significando uma retirada do teatro, da máscara de que as instituições republicanas estariam funcionando e de que o Exército é neutro nessa discussão”, afirmou o jornalista.

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Para ele, ficou claro que “o Estado serve às elites, a classe dominante. E o Exército é parte do Estado e, portanto, o Exército serve a elite e as classes dominantes”.

“Não se trata de confiar na ideia de que as instituições são neutras e que elas funcionam por elas mesmas. Elas funcionam segundo a disputa que as classes fazem pelo domínio delas e num regime capitalista-burguesa que nós vivemos elas servem a classe dominante”, acrescentou.

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Mario Vitor salientou ainda que a medida, no entanto, não muda a situação do governo Bolsonaro que está acuado com o desgaste do enfrentamento da pandemia e o aumento da rejeição nas pesquisas.

“Isso não muda a situação defensiva. Pelo contrário, isso até agrava. Neste sentido, podemos dizer que a decisão do comandante do Exército é até esclarecedora a respeito de como as coisas funcionam. O Bolsonaro e o Exército não podem mais fingir que é neutro nesta discussão. A situação de correlação de forças não permite mais uma espécie de distanciamento do Exército e essa ficção de que não é possível fazer política dentro do Exército. Dia até que o Exército sempre fez política e que hoje em dia fervilha a política nas fileiras do Exército”, destacou.

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