Marco Aurélio Mello diz que Moraes viola liberdade de expressão

Para o ex-decano da Corte, os empresários bolsonaristas que pregaram o golpe exerceram a liberdade de opinião

Marco Aurélio Mello
Marco Aurélio Mello (Foto: STF)


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247 - O ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello criticou nesta quarta-feira (24), a operação da PF (Polícia Federal) que cumpriu mandados de busca e apreensão contra empresários bolsonaristas que, em um grupo de WhatsApp defenderam um golpe de Estado caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vença Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de outubro de 2022. 

De acordo com o ex-decano do STF, estar em uma democracia é ter que lidar com pessoas que atentam contra ela e que defender qualquer regime não pode ser tido como um crime.  

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Na semana passada, o ministro aposentado do STF disse que votaria em Bolsonaro em um eventual segundo turno contra o ex-prresodente Lula. 

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, Marco Aurélio Mello comenta as medidas de constrição decididas pelo ministro Alexandre de Moraes: "Eu não compreendi os atos de constrição. Vinga ainda no País, ainda bem, a liberdade de expressão, liberdade de manifestação. Você pode não concordar, mas você brigar na veiculação de ideias é muito ruim". Para Marco Aurélio a defesa do golpe pelos empresários bolsonaristas foi o uso da liberdade de opinião. 

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O ex-decano da Suprema Corte fez uma curiosa comparação: "nós ainda temos, não com essa nomenclatura, partido comunista. Partido comunista é contra a democracia. É a favor de um regime quase ditatorial de esquerda. E aí? Vamos mandar prender? Uma inverdade que se veicule você combate com a verdade. Eu achei muito perigoso e não atende aos interesses nacionais".

Marco Aurélio também criticou Alexandre de Moraes: "ele tem que conduzir as eleições com punho de aço, mas luvas de pelica. Quando eu tomei posse no TSE, em 2006, o ex-presidente Lula disse que gostaria de ir à minha posse. Eu não fui ao Planalto convidá-lo. Eu mandei um recado para ele não ir, porque eu veicularia ideias sobre o mensalão e não gostaria de fazê-lo na presença dele. Agora você anfitrião, convida e depois versa o que o Alexandre versou, me perdoe, mas fica ruim. E sem o presidente ter o microfone para responder. Isso não é republicano".

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