Marco Aurélio Mello diz estar arrependido de ter assinado carta em defesa da democracia: 'virou instrumento político'

“Se arrependimento matasse, vocês estariam encomendando a minha missa de sétimo dia”, disse o ex-ministro do STF

(Foto: Nelson Jr/STF)


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247 - O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello afirmou que a “Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em Defesa do Estado Democrático de Direito” foi transformada em “um instrumento político” contra o governo Jair Bolsonaro (PL) e disse se arrepender de ter assinado o documento que contabilizou mais de 1 milhão de signatários.

“Se soubesse que o manifesto seria usado como instrumento político para fustigar o atual governo e apoiar um candidato de oposição, no caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, eu não o teria assinado”, disse Marco Aurélio em entrevista à CNN Brasil, nesta quinta-feira (25). “Se arrependimento matasse, vocês estariam encomendando a minha missa de sétimo dia”, destacou mais à frente. 

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Na entrevista, o ex-ministro do STF também criticou a operação da Polícia Federal (PF) contra um grupo de empresários bolsonaristas que discutiram um eventual apoio a um golpe de Estado, caso o ex-presidente Lula vença as eleições de outubro. “Não vi com bons olhos o que ocorreu com os empresários. Havia como investigar sem atos tão violentos”, disse Marco Aurélio. 

“Em direito penal, não se pune a simples cogitação [de um golpe]. Não temos o crime de opinião. Precisamos de temperança, de entendimento entre os poderes, cuidar das desigualdades que no país tanto nos envergonham”, justificou. A operação, deflagrada na terça-feira (23), foi autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes no âmbito do inquérito que apura a atuação das milícias digitais. 

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Marco Aurélio também disse que “o ex-presidente Lula foi ressuscitado politicamente pelo Supremo, fechando as portas para uma terceira via”. “Como cidadão e eleitor, sou favorável a abrir-se o leque e ter-se vários candidatos para escolha pelos eleitores”, completou. 

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