'Mais prisões ocorrerão nos próximos dias', diz Dino sobre caçada aos terroristas bolsonaristas
Ministro afirmou que o ano de 2023 será marcado por investigações contra o terrorismo bolsonarista: "operação contínua"
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
247 - Após a sessão de abertura do ano do Judiciário no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, falou sobre as operações em andamento para investigar e prender bolsonaristas envolvidos no terrorismo de Brasília de 8 de janeiro, afirmando que mais prisões ocorrerão "nos próximos dias e semanas".
A jornalistas, o ministro avaliou que a intervenção federal na segurança do Distrito Federal após os atos antidemocráticos do início do ano foi exitosa: “tivemos um êxito nessa intervenção no que se refere a sua finalidade principal, e houve a instauração de seis procedimentos disciplinares no âmbito do Distrito Federal para a apuração de ações e omissões de policiais militares, de comandantes, além de decisões do próprio Supremo".
"Então teremos um ano, com certeza, marcado por essas investigações. São centenas de procedimentos, há ainda cerca de mil pessoas presas, outras prisões ocorrerão nos próximos dias, nas próximas semanas, porque há mandados de prisão já expedidos. E isso será uma operação contínua, na medida em que avancem os depoimentos e as provas periciais", acrescentou Dino.
>>> “Vitória de Marinho representaria uma chancela ao extremismo”, afirma Flávio Dino
Além dos mandados de busca e apreensão já expedidos, o ministro ressaltou que o desenrolar das investigações pode encontrar mais culpados, que serão responsabilizados por seus eventuais crimes: "lembro que há centenas, milhares de provas periciais em andamento em celulares, em vestígios que foram encontrados nos Três Poderes. Isso tudo está sendo juntado nos inquéritos e claro que isso resultará em novas buscas e apreensões, novas prisões preventivas, novas prisões temporárias ao longo das próximas semanas”.
Questão ianomâmi
Ao repórter Marcelo Auler, do 247 em Brasília, Dino também falou sobre as medidas determinadas pelo governo federal para auxiliar os ianomâmi e combater o garimpo ilegal que domina o território dos indígenas. Vale lembrar que nesta segunda-feira (30), o presidente Lula (PT) se reuniu com diversos ministros para discutir medidas emergenciais para resolver a crise sanitária que assola os ianomâmi.
"Nós temos ali a imposição de limites, visando exatamente cortar o abastecimento de insumos para os garimpos ilegais e nós estamos agora, nas próximas fases, com a ação no território tanto da Polícia Federal quanto da Força Nacional e das Forças Armadas. Então temos etapas dessa operação de desintrusão. Friso que além do território ianomâmi, que já está começando hoje, temos mais seis que constam em uma decisão do ministro Barroso que cujo planejamento começou já, de modo que nós teremos, como o presidente Lula orientou, essa determinação de que as terras indígenas não sejam objeto de ações ilegais", destacou o ministro.
Uma das principais medidas anunciadas pelo Planalto foi a iniciativa para barrar o tráfego aéreo e fluvial de garimpo ilegal no território ianomâmi. A via aérea é a principal rota de acesso aos garimpos ilegais: “temos hoje a atuação da Força Aérea, sob o comando do Ministério da Defesa e do senhor comandante da Aeronáutica, na zona de exclusão aérea. Nós teremos também uma presença do Exército no apoio logístico, de modo que há plena integração entre a Polícia Federal e as Forças Armadas”, explicou Dino.
“Temos um inquérito recém-instaurado por minha determinação relativo ao crime de genocídio. Esse inquérito tramita em Roraima, na superintendência da Polícia Federal. Há outros inquéritos policiais e certamente todas as pessoas envolvidas no genocídio, nos crimes ambientais, na exploração ilegal do garimpo e também no desvio de dinheiro público da saúde serão chamados a prestar esclarecimentos nesse inquérito, e claro que ele será apresentado do Poder Judiciário”, acrescentou.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247