Mais de 1,6 mil empresas de comércio de armas foram abertas no Brasil durante o governo Bolsonaro

Só em 2022 foram abertos 605 estabelecimentos ligados à venda de armas e munições

Bolsonaro e protesto de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro em favor da liberação das armas
Bolsonaro e protesto de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro em favor da liberação das armas (Foto: REUTERS/Andressa Anholete | REUTERS/Adriano Machado)


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247 - Foram abertas no Brasil durante o governo Jair Bolsonaro (PL) mais de 1,6 mil empresas que atuam no comércio de armas de fogo e munições. Só em 2022 foram abertos 605 estabelecimentos do ramo, todos autorizados pelo Exército.

Os dados foram obtidos pelo Metrópoles por meio de pedido via Lei de Acesso à Informação (LAI) e provêm do Sistema de Gerenciamento Militar de Armas (Sigma), mantido pelo Exército.

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Segundo os militares, havia no Brasil até dezembro de 2022 3.209 empresas autorizadas a comercializarem os produtos ligados a armas de fogo. O Exército, no entanto, afirma não ser capaz informar quantos estavam ativos nos anos anteriores.

Membro do Conselho do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Roberto Uchôa diz que o aumento no número de empresas ligadas ao comércio de armas está diretamente ligado à política armamentista do último governo. "Não foi apenas um afrouxamento da legislação. O próprio governo federal se comportava como estimulador da compra de armas".

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Bolsonaro passou de 16 para 60 armas e de 60 mil projéteis para 180 mil a quantidade limite que atiradores poderiam adquirir. Ele também passou a permitir que colecionadores, atiradores e caçadores pudessem adquirir armamentos que antes eram limitados ao uso das Forças Armadas, como fuzis.

"Há um grande aumento no número de lojas e não há um investimento em melhoria da fiscalização, não há um aumento no orçamento da fiscalização e não há melhoria nos sistemas de controle. Ou seja, há uma extensão no mercado, com uma menor fiscalização", aponta ainda Uchôa.

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Pesquisador em segurança pública da Universidade de Brasília (UnB), Welliton Maciel também aponta a falta de controle sobre as empresas de comércio de armas de fogo. "Desde o industrial ao comerciante de armas, há um percurso de negociações que vinham sendo construídas dentro e fora da política. (...) Houve um certo beneficiamento de quem quis adquirir armas de forma rápida, prática e fácil. Os procedimentos foram flexibilizados de uma forma oficial, mas não tão controlada".

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