Maia diz que governo 'prometeu muito e não entregou' e defende o fim de Medidas Provisórias

“Precisamos acabar com (legislação por meio de) medida provisória. Isso gera insegurança”, disse o deputado durante evento na Fundação Fernando Henrique Cardoso

(Foto: Reprodução/TV Câmara)


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247 - O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, defendeu nesta sexta-feira, 6, acabar com a forma de governar por meio de medida provisória, cujo fracasso de aprovação marcou o primeiro ano do governo Jair Bolsonaro.

“Precisamos acabar com (legislação por meio de) medida provisória. Isso gera insegurança”, disse o deputado durante evento na Fundação Fernando Henrique Cardoso.

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Leia também reportagem da Agência Câmara sobre o assunto:

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o Parlamento brasileiro tem dado demonstração de responsabilidade diante das crises política e econômica no País. Segundo ele, no ano passado, o Parlamento comandou a pauta de votação, como a aprovação da reforma da Previdência, mesmo com uma série de ataques às instituições. De acordo com Maia, esses ataques continuam por meio das redes sociais. O presidente participou de evento nesta sexta-feira em São Paulo no Instituto Fernando Henrique Cardoso.

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“Quanto custam esses ataques? Quanto se precisa por mês para se manter uma estrutura que ataca as instituições que discordam ou criticam o governo brasileiro? Vivemos um momento difícil. Achei que, no ano passado, ia ser um ano de aprendizado para todos”, disse Rodrigo Maia.

“Começamos o ano da mesma maneira, é uma questão de método e precisamos entender isso e de que forma as instituições reagem”, afirmou.

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Na opinião do presidente da Câmara, apesar de o entorno do presidente da República muitas vezes se comportar de forma antidemocrática, não há ameaças à democracia por parte do governo.

Em entrevista coletiva após o evento, Maia criticou o método de pressão de parte do governo. “O entorno do governo tem uma estratégia nas redes sociais e tem operado de forma a classificar as instituições como inimigos da sociedade. Nós temos que ter equilíbrio, paciência e compreender que o governo está pressionado: prometeu muito e não entregou. Nós queremos ajudar”, destacou.

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De acordo com Rodrigo Maia, todos os questionamentos sobre a situação democrática no País geram insegurança na sociedade e nos atores econômicos.

“O grande problema é que, quando esse assunto entra na ordem do dia, passamos a ter problemas. O grande problema é que o governo gera uma insegurança grande para sociedade e para os investidores. As pessoas estão deixando de investir pela questão do meio ambiente e pela questão democrática”, reforçou Rodrigo Maia.

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Meio ambiente

Segundo Maia, cada vez mais existem investidores estrangeiros que priorizam pela sustentabilidade, e, por essa razão, o meio ambiente é tema bastante sensível e que deve ser levado em consideração.

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“O agronegócio não precisa desmatar mais 1m² para aumentar a produtividade. Precisamos de poupança externa, e a questão do meio ambiente é uma precondição importante para investimentos”, disse.

Manifestações

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Em relação às manifestações previstas para o dia 15 de março em apoio ao governo e com críticas ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribuna Federal, Maia afirmou que a sociedade é livre para participar, mas destacou que o Parlamento não quer ocupar o espaço que cabe ao Executivo.

“Queremos que o espaço e as prerrogativas parlamentes do Congresso Nacional sejam respeitados”, disse.

Segundo ele, as redes sociais criam um discurso de que o Congresso quer criar um “parlamentarismo branco” apenas para criar alvos e atacar as instituições.

“São 11 milhões de desempregados, a educação pública muito abaixo do setor privado, o coronavírus.... não podemos discutir algo que é criado para viralizar o ódio”, ponderou.

Pauta de votações

Em relação à pauta de votações, Maia afirmou que a reforma tributária (PEC 45/19) será aprovada ainda no primeiro semestre, apesar de resistências enfrentadas em parte dos setores empresariais. Ele aguarda que o Executivo encaminhe proposta de reforma para ampliar o debate. A expectativa de Maia é que o texto sobre unificação de tributos federais seja encaminhado na próxima semana à Câmara. Para ele, é preciso enfrentar as distorções do sistema tributário brasileiro.

Maia também voltou a defender a reforma administrativa e a aprovação das propostas, como a PEC Emergencial, que reorganizam os gastos públicos e ajudam a reduzir a desigualdade e a pobreza no País.

O presidente também destacou que a Câmara deve aprovar nas próximas semanas o novo Fundeb (PEC 15/15), que prevê maior participação do governo no financiamento da educação básica, mas que isso será feito com responsabilidade.

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