Lula quer rever decreto de Bolsonaro que liberou tempo de militares lotados em cargos civis

Atualmente, cerca de 8 mil militares ocupam cargos civis na administração federal

Militares e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Militares e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: ABr | Ricardo Stuckert)


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247 - O ex-presidente Luiz Inácio, caso eleito, poderá rever o decreto de Jair Bolsonaro (PL) que permitiu que militares da ativa ocupem cargos públicos por tempo indeterminado. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, a ideia foi proposta pela equipe de campanha do petista e visa determinar um período máximo em que os militares possam ocupar cargos civis. Caso desejem permanecer na colocação acima do tempo limite, eles teriam que se transferir para a reserva remunerada. 

Ainda segundo a reportagem, os detalhes da nova regra não foram definidos, apesar da intenção  ser “retomar, pelo menos em alguma medida, o antigo Estatuto dos Militares, segundo o qual os oficiais teriam de passar para a reserva se ficassem por mais de dois anos em cargos de natureza civil”. Atualmente, cerca de 8 mil militares ocupam cargos civis na administração federal. 

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Os militares, porém, temem que Lula, se eleito, promova alterações nas regras de aposentadoria, no currículo de formação dos militares e nos critérios para promoção de oficiais. Ainda conforme a reportagem, “os articuladores da campanha de Lula afirmam que não há nenhuma discussão sobre os pontos levantados pelos generais “ e que o aprofundamento da discussão deverá ser feita no âmbito da atualização da Estratégia Nacional de Defesa, que será feita pelo  ministério da Defesa em 2024. 

E outra frente, aliados de Lula defendem a necessidade de que uma das principais medidas para o setor é recuperar a capacidade de investimento das Forças Armadas  por meio da injeção de recursos destinados à Base Industrial de Defesa Nacional.

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“Nesse contexto, a campanha petista elenca como prioridade aumentar o investimento em projetos considerados estratégicos às Forças Armadas, como o Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras), o KC 390 e acelerar o calendário de entrega dos caças Gripen”, destaca o periódico. A ideia entre os aliados de Lula é manter um clima harmônico com os militares. 

A escolha do ministro da Defesa também é considerada estratégica. O ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice na chapa de Lula, vem tendo o nome ventilado para assumir a pasta em um eventual governo encabeçado pelo petista por possuir uma boa relação com os militares  do alto comando das Forças Armadas.

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“A ideia de que Lula nomeie Alckmin na Defesa já foi levada ao ex-presidente que, segundo relatos, não se manifestou –nem disse concordar, nem rechaçar a possibilidade”, ressalta a Folha de S. Paulo. 

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