Lula elogia Simone Tebet, mas diz que não quer se "precipitar" na indicação de ministros
Ex-presidente afirmou que já tem pensado na formação de seu ministério: "tenho pensado no meu travesseiro, porque se eu comentar com alguém vai vazar a notícia"
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Por Guilherme Levorato, 247 - Mesmo afirmando repetidamente que não quer se sentar na cadeira de presidente da República antes de vencer Jair Bolsonaro (PL) nas urnas, o ex-presidente Lula (PT) tem sido pressionado a dar indicações sobre quem serão seus ministros em um eventual novo governo.
Tal pressão recai principalmente sobre o Ministério da Economia, mas outras pastas também são alvos de questionamentos. Na manhã desta quarta-feira (26), em entrevista à Rádio Mix de Manaus (AM), Lula foi perguntado sobre qual papel terá em seu eventual governo a senadora Simone Tebet (MDB-MS). Ela foi a terceira candidata a presidente mais bem votada no primeiro turno e se tornou uma importante aliada do petista na segunda etapa do pleito.
Lula elogiou a parlamentar, mas afirmou não poder se "precipitar" na indicação de ministros. "Qual é a minha preocupação? Dependendo da resposta que eu der, amanhã um jornal publica a manchete: 'Lula escolheu Simone para ser ministra'. E eu não quero assim. A gente vai ter que conversar com o MDB. A Simone, embora ela esteja me apoiando, e eu sou agradecido pelo trabalho que ela está fazendo, é um quadro político importante, é uma mulher competente, ela valorizou muito a participação da mulher na campanha. Obviamente que a gente pode ter muita contribuição da Simone. Mas eu só não posso dizer que ela vai ser ministra porque eu estaria precipitando uma coisa que eu não quero precipitar. Faltam apenas quatro dias para as eleições, só quatro dias. Quando chegar às 19h, 20h vamos ter o resultado. Aí sim, se eu ganhar, eu vou começar a discutir o ministério. Aí eu prometo que vou telefonar, vocês vão me fazer uma entrevista, e eu vou dizer para vocês quem vai participar do ministério"
Ainda que não queira divulgar os nomes, Lula foi perguntado se sua equipe já está formada. O ex-presidente indicou que já pensa em seu time de ministros. "Tenho pensado no meu travesseiro, porque se eu comentar com alguém vai vazar a notícia, e eu não quero que vaze. Eu quero primeiro ganhar as eleições. Esse é o principal objetivo".
Para o petista, a eleição deste ano é uma escolha entre a democracia e a barbárie. "Ou o povo vai votar para ficar a democracia, para ficar a Zona Franca de Manaus, para continuar esse país sendo um país civilizado, ou o povo vai votar na barbárie, que é o presidente Bolsonaro. É isto que está em jogo, e o povo vai decidir soberanamente, e o que decidir todo mundo vai acatar, porque nós não duvidamos da urna. Esse presidente foi eleito dez vezes pela urna eletrônica e nunca reclamou. Agora, como ele sabe que vai perder, ele está tentando encontrar uma coisa para culpar, e está culpando a urna. E ele vai perder as eleições porque ele fez um mau governo, não entende de governo, não conversa com governador, com prefeito, com sindicato, com empresários, com movimento de saúde, com indígenas, com quilombolas. Ele conversa só com a família dele e se prepara todo dia para fazer suas lives e contar mentiras para o país"
"O povo vai votar de forma soberana na democracia. Agora, o bolsonarismo vai continuar. O ódio vai continuar por um tempo, os fanáticos vão continuar por um tempo. Mas eu acho que a gente vai ter um processo de reconciliação", ponderou.
Manaus sem oxigênio
O ex-presidente comentou o colapso do sistema de saúde de Manaus durante a pandemia de Covid-19, quando diversos pacientes morreram nas unidades de saúde por falta de cilindros de oxigênio.
"Nunca mais se repetirá o descaso que o atual governo fez com o estado do Amazonas. Nunca mais alguém morrerá por falta de oxigênio. Nunca mais. Foi uma falta de respeito com o povo do estado do Amazonas o comportamento do presidente da República. Foi uma falta de respeito ele imitando as pessoas morrerem afogadas sem água, em cima de uma cama. Esse cidadão atrasou por 45 dias as vacinas e pelo menos metade das mortes que teve no Brasil se devem à irresponsabilidade dele, de brincar com a pandemia, de tentar vender remédio que não funcionava, de tentar enganar o povo vendendo remédio que não funcionava, de dizer para o povo que não era para tomar vacina e de ter o ministro Pazuello. Você sabe da festa que fizeram em Manaus em pleno caos da pandemia", disse.
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