"Lula é o último guardião da república", diz cientista político Christian Lynch
"Não sejam míopes. Lula no momento não é 'líder de esquerda'. Ele é patrimônio da República e seu último guardião", afirmou
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247 - O cientista político Christian Lynch alertou nesta quarta-feira (5) para a importância do ex-presidente e candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para conter o avanço do fascismo no Brasil.
"Não sejam míopes. Lula no momento não é 'líder de esquerda'. Ele é patrimônio da República e seu último guardião. Depois, não haverá nem Barroso nem Moraes que sirvam de dique à extrema-direita. Abram o olho", escreveu Lynch pelo Twitter.
O ex-presidente Lula (PT) e seu candidato a vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), se encontram com o presidente do PDT, Carlos Lupi, na tarde desta quarta-feira (5) em São Paulo. Na terça-feira (4), o PDT decidiu apoiar a candidatura de Lula à Presidência da República no segundo turno contra Jair Bolsonaro (PL). Segundo Lupi, a decisão foi unânime.
O candidato do PDT a presidente, Ciro Gomes, e a candidata do MDB a presidente, Simone Tebet, que tiveram 3% e 4,2% dos votos, também declararam apoio à candidatura de Lula no segundo turno.
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FHC anuncia voto em Lula e cita "história de luta pela democracia"
SÃO PAULO (Reuters) - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que também é presidente de honra do PSDB, anunciou nesta quarta-feira que votará no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial, contra o atual mandatário Jair Bolsonaro (PL).
"Neste segundo turno voto por uma história de luta pela democracia e inclusão social. Voto em Luiz Inácio Lula da Silva", escreveu FHC em uma publicação no Twitter, acompanhada de duas fotos --uma antiga em preto e branco e uma mais recente-- dele com o petista.
Lula agradeceu rapidamente o apoio publicando também no Twitter: "Obrigado pelo apoio, @FHC. Vamos juntos pela democracia. Um grande abraço!"
Presidente entre 1995 e 2002, FHC derrotou Lula nas duas vezes que foi eleito e, em 2003, passou a faixa presidencial para o petista, que governaria por dois mandatos até 2010. PSDB e PT polarizaram as disputas presidenciais até 2014. Em 2018, com a vitória de Bolsonaro, a polarização mudou.
FHC e Lula estiveram juntos em episódios históricos da política brasileira, como as Diretas Já e nas greves lideradas por Lula no ABC paulista na década de 1970 e no combate à ditadura militar, que governou o Brasil entre 1964 e 1985 e é elogiada por Bolsonaro, um ex-capitão do Exército.
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