Lula e Mauro Vieira conversam sobre fortalecer laços com EUA e China em primeira reunião

Presidente diplomado Lula se reuniu com o futuro chefe do Itamaraty

Luiz Inácio Lula da Silva e Mauro Vieira
Luiz Inácio Lula da Silva e Mauro Vieira (Foto: ABr)


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247 - O presidente diplomado Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta segunda-feira (12) com o embaixador Mauro Vieira, escolhido como o futuro chanceler brasileiro. 

Na conversa, Lula e Vieira trataram sobre a necessidade de recompor pontes com os países da América do Sul e também da África. Segundo a CNN, os dois também trataram como prioritário o fortalecimento da relação com as duas potências mundiais, Estados Unidos e China, dando tratamento equânime a ambas.

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Leia também matéria da Reuters sobre o assunto: 

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Diplomado pelo TSE, Lula chora e diz que povo reconquistou direito de viver em democracia

(Reuters) - Diplomado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para um terceiro mandato, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva chorou ao dizer que, com a sua vitória, o povo reconquistou o direito de viver em democracia e defendeu o cultivo permanente desse valor frente às ameaças enfrentadas no Brasil e em outros lugares do mundo.

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Lula também lembrou o período de 580 dias que passou preso em Curitiba, entre abril de 2018 e novembro de 2019, por condenações da operação Lava Jato, que depois foram anuladas permitindo que ele se candidatasse novamente à Presidência.

"Antes de falar o que está escrito no meu discurso, eu queria dizer... que este não é um diploma do Lula presidente, é um diploma de uma parcela significativa do povo que reconquistou o direito de viver em democracia neste país. Vocês ganharam este diploma", disse Lula, com a voz embargada.

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"Quero pedir desculpas a vocês pela emoção, porque quem passou o que passei nesses último anos e está aqui agora é a certeza de que Deus existe e de que o povo brasileiro é maior do que qualquer pessoa que tentar o arbítrio neste país".

No discurso, o presidente eleito afirmou que poucas vezes na história recente do Brasil a democracia foi tão ameaçada quanto durante o processo eleitoral deste ano, em que o petista derrotou o atual presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro, e destacou a coragem de atuação da cúpula do Judiciário que a defendeu.

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"Além da sabedoria do povo brasileiro, que escolheu o amor em vez do ódio, a verdade em vez da mentira e a democracia em vez do arbítrio, quero destacar a coragem do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, que enfrentaram toda sorte de ofensas, ameaças e agressões para fazer valer a soberania do voto popular", disse Lula.

"Cumprimento cada ministro e cada ministra do STF e do TSE pela firmeza na defesa da democracia e da lisura do processo eleitoral nesses tempos tão difíceis. A história há de reconhecer sua coerência e fidelidade à Constituição", ressaltou.

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No início de sua fala, sob aplausos, Lula lembrou que na sua primeira diplomação, em 2002, lembrou da ousadia do povo brasileiro de conceder a ele o diploma de presidente da República a alguém que foi "tantas vezes questionado por não ter diploma universitário".

O presidente eleito disse que a democracia não nasce por geração espontânea e que precisa ser "semeada, cultivada, cuidada com muito carinho por cada um, a cada dia, para que a colheita seja generosa para todos".

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Segundo Lula, a disputa eleitoral não foi entre candidatos de partidos distintos, mas entre duas visões de mundo e de governo.

"De um lado, o projeto de reconstrução do país, com ampla participação popular. De outro lado, um projeto de destruição do país ancorado no poder econômico e numa indústria de mentiras e calúnias jamais vista ao longo de nossa história", disse Lula, que foi presidente por dois mandatos de 2003 ao fim de 2010.

"Não foram poucas as tentativas de sufocar a voz do povo. Os inimigos da democracia lançaram dúvidas sobre as urnas eletrônicas, cuja confiabilidade é reconhecida em todo o mundo", criticou.

"INIMIGOS DA DEMOCRACIA"

O presidente eleito disse que houve ameaças a instituições, tentativas de criar obstáculos para que eleitores votassem e de compra de votos com falsas promessas e dinheiro farto, desviado do orçamento.

Lula afirmou que, ainda assim, a democracia venceu e exaltou a verdadeira frente ampla contra o autoritarismo. Segundo ele, nas semanas que o gabinete de transição escrutina a realidade do país, toma-se conhecimento do "deliberado processo de desmonte das políticas públicas e dos instrumentos de desenvolvimento, levado a cabo por um governo de destruição nacional".

O presidente eleito defendeu uma atuação global para impedir o avanço dos "inimigos da democracia" com manipulações e mentiras nas plataformas digitais.

"A máquina de ataques à democracia não tem pátria nem fronteiras", reclamou.

Para o presidente eleito, democracia é muito mais do que o direito de se manifestar livremente contra a fome, o desemprego, a falta de saúde, educação, segurança, moradia. "Democracia é ter alimentação de qualidade, é ter emprego, saúde, educação, segurança, moradia", frisou.

A solenidade de diplomação de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin foi bastante concorrida, com autoridades, políticos e personalidades de diversos setores, sob um forte esquema de segurança na capital do país.

Havia o temor de que grupos ligados a Bolsonaro pudessem tumultuar a cerimônia. No entanto, tudo transcorreu sem sobressaltos.

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