"Lula deveria ir ao ato e se consagrar como o grande líder da manifestação", diz Rui Costa Pimenta
“O Lula tem que ir lá, tem que ir lá com a camisa do PT e falar: ‘estou aqui para defender o Fora Bolsonaro’”, disse à TV 247 o presidente do PCO. Assista
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247 - Presidente do PCO, Rui Costa Pimenta falou à TV 247 sobre os atos “Fora Bolsonaro” e pediu a participação do ex-presidente Lula no evento: “tem que ir lá com a camisa do PT e falar: ‘estou aqui para defender o Fora Bolsonaro’”. Para Rui, o petista se consolidaria como líder das manifestações e afastaria a possibilidade de setores da direita se apropriarem dos atos. Os próximos protestos estão marcados para sábado (3).
“O Lula deveria ir ao ato, o Lula deveria se consagrar como o grande líder da manifestação. O Lula é um cidadão brasileiro, ele tem direito de ir onde ele quiser, como eu. Se eu quiser ir ao ato eu vou. Ninguém vai falar para mim: ‘você não pode ir ao ato’. Não, eu vou de qualquer jeito", defendeu.
O presidente do partido também falou sobre a campanha eleitoral para o pleito de 2022, “que começou agora”, segundo ele. Rui disse que Lula será alvo de uma forte campanha com o objetivo de minar sua candidatura. Este é, para o dirigente, um dos motivos pelos quais não se deve aceitar a direita nas manifestações contra Bolsonaro. “Acho que eles vão devagarzinho começar uma campanha feroz contra o Lula. A posição do Lula é muito favorável na eleição. O que é mais preocupante, na minha opinião, não é nem tanto a campanha eleitoral, é o fato de que a campanha começou agora. Isso poderia indicar que há uma operação para impedir o Lula de ser candidato, mas acho que essa operação, dado o tamanho das manifestações e da crise, não seria muito bem sucedida. Mas nós vamos ver uma eleição pior que a de 2014, uma eleição golpista. Esse é o motivo pelo qual é um erro crasso ficar resgatando essas figuras da direita”.
Organização
Rui Costa Pimenta ainda fez críticas à organização dos atos que, segundo ele, não têm uma “coordenação formal” nacional com representantes de peso. “Precisaria ter uma coordenação formal. Por exemplo, participa [da coordenação] um representante por partido político, participam as organizações gerais, CMP, a CUT, o MST, a UNE, na coordenação nacional. E depois você deveria ter coordenações estaduais que deveriam ser públicas. A reunião dessas coordenações deveriam ser públicas também. As pessoas têm que saber o que acontece. Para ter um movimento forte você precisa ter uma organização formal, pública e democrática”.
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