Lira e centrão trabalham para empurrar para 2023 análise dos processos contra Daniel Silveira
Presidente da Câmara e aliados tentam empurrar para 2023 a análise das ações contra Daniel Silveira, mesmo ano em que o atual mandato do parlamentar chega ao fim
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247 - O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e os deputados ligados ao centrão têm trabalhado para retardar a análise do caso do deputado Daniel Silveira (PTB-RJ), que foi indultado por Jair Bolsonaro (PL) um dia após ser condenado a 8 anos e 9 meses de prisão pelo Supremo Tribunal federal (STF), além da perda do mandato e de direitos políticos, por atacar a democracia e as instituições.
Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Lira e aliados alegam ser necessário "esfriar" a tensão entre os Poderes, o que justificaria empurrar para o ano que vem as ações que podem levar à suspensão ou até a cassação do mandato de Silveira.
A reportagem, porém, destaca que alguns líderes próximos do Planalto avaliam que talvez a Câmara nem analise os processos contra o parlamentar, uma vez que o mandato de Silveira termina em janeiro do próximo ano. Nesta linha, Lira ingressou com uma ação junto ao STF para que a Corte determine se será o Congresso a definir o destino de Silveira na Casa.
“Além disso, há duas recomendações aprovadas há quase um ano pelo conselho de ética da Câmara que, somadas, representariam uma suspensão de oito meses do mandato de Silveira. A decisão de pautar para votação em plenário cabe a Lira”, ressalta o periódico.
A base bolsonarista avalia que se o caso fosse levado hoje ao Plenário da Câmara, a decisão seria favorável ao deputado, o que poderia resultar em um acirramento da tensão entre o Legislativo e o Judiciário.
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