Lideranças negras reagem contra mortes das duas meninas em Duque de Caxias: “não existe bala perdida”
“O Rio de Janeiro é um estado de pranto permanente”, escreve a jornalista Flávia Oliveira. “Como produzimos uma sociedade que normaliza duas crianças de 4 e 7 anos serem atingidas por um fuzil?”, questiona o advogado e professor Thiago Amparo
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247 - A morte de duas meninas, de 4 e 7 anos, durante um tiroteio em decorrência de uma operação policial em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, na noite desta sexta-feira (4) causou forte repercussão neste sábado (5) entre lideranças negras. Emilly Victoria foi baleada na cabeça e Rebeca Beatriz Rodrigues dos Santos, no abdômen. As duas eram primas.
“Estou exausto. Como produzimos uma sociedade que normaliza duas crianças de 4 e 7 anos serem atingidas por um fuzil? Como o país todo não para em estado de horror? Como as ditas instituições, o judiciário e a polícia, correm para normalizar o horror?”, postou no Twitter o advogado e professor da FGV Thiago Amparo.
“Balas perdidas que encontram sempre os mesmos corpos. O Rio de Janeiro é um estado de pranto permanente. Choramos nossos jovens, nossos meninos, nossas meninas”, comentou a jornalista da Globo Flávia Oliveira. “Com Emily e Rebeca, foram 22 crianças baleadas na Região Metropolitana do Rio este ano. Oito morreram”, completou.
“O nosso coração sangra e a sociedade só perde a cada infância roubada pela violência do genocídio racista. Até quando essa guerra vai continuar dizimando famílias? Estamos todos em luto e luta por Emilly e Rebeca que tiveram suas vidas, sonhos e futuro interrompido”, escreveu Erika Hilton, primeira vereadora trans e negra eleita da cidade de São Paulo.
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