Líder do governo na Câmara diz que estado de calamidade não será prorrogado

"Não há essa possibilidade (de prorrogação), também não temos a necessidade”, acrescentou Ricardo Barros, líder do governo na Câmara

Ricardo Barros
Ricardo Barros (Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados)


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247 - O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), afirma que não existe essa possibilidade de prorrogar o estado de calamidade, encerrado neste dia 31 de dezembro.

“Não sei de onde veio essa conversa. Já foi dito tantas vezes que não teria (prorrogação)”, afirmou o deputado. 

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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chegou a afirmar que não pautará a prorrogação do estado de calamidade ou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Orçamento de Guerra, mas advertiu que o governo organize as contas.

No entanto, Ricardo Barros reforça que Bolsonaro não tem interesse em prorrogar. “O presidente (Bolsonaro) tem um mantra: não tem prorrogação do Orçamento de Guerra, não tem fura teto e não tem aumento da carga tributária. Esses são os limites com os quais temos de trabalhar. Não há essa possibilidade (de prorrogação), também não temos a necessidade”, acrescentou Ricardo Barros, desconsiderando o aumento de casos de Covid registrado no país.

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Decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, prorrogou as medidas do estado de calamidade pública em função da pandemia da Covid-19. No entanto, a prorrogação diz respeito à validade da lei que garante a autonomia aos governadores para medidas excepcionais para enfrentar a pandemia.

“Não vejo por que o governo federal deveria tomar mais medidas, na medida em que o STF já disse que é autonomia dos estados e municípios. Eles querem o quê? O poder de decidir e mandar a conta para o outro pagar? É assim que vai funcionar?”, questionou.

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