Liberdade acadêmica é reprimida no governo Bolsonaro, aponta estudo
Professores e pesquisadores relatam casos de limitações indevidas em suas pesquisas e aulas e se policiam para não perder financiamento por razões políticas
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247 - Um estudo chamado “A liberdade Acadêmica está em risco no Brasil?”, que levantou informações com 1.116 cientistas de todas as regiões do país, chegou à preocupante conclusão de que professores e pesquisadores veem cada vez mais seu trabalho sendo limitado indevidamente no governo de Jair Bolsonaro (PL). A informação é da coluna da Míriam Leitão, do jornal O Globo.
Os cientistas relatam medo de perder o financiamento de suas pesquisas por questões políticas. De acordo com o levantamento, 58% dos entrevistados relataram conhecer casos de colegas que sofreram interferências e limitações indevidas em seus trabalhos. 35,3% já tiveram que podar conteúdos da própria pesquisa.
O temor também atinge os professores: 42,5% restringiram o conteúdo das próprias aulas por medo de retaliações. A frequência, segundo a reportagem, é maior entre docentes que abordam questões de gênero e educação, mas também afeta diversas áreas como "ecologia, turismo, matemática, bioquímica, entre outras."
O estudo foi coordenado pelo Observatório do Conhecimento, o Centro de Análise da Liberdade e do Autoritarismo (LAUT) e o Observatório Pesquisa, Ciência e Liberdade da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A coordenadora do Observatório do Conhecimento, Mayra Goulart, lamenta a atual situação: “Estes dados expõem a associação entre o governo Jair Bolsonaro e as ameaças à liberdade acadêmica.”
“Estamos em um cenário em que docentes e pesquisadores estão acuados, amedrontados e desvalorizados. O ensino e a pesquisa não encontram uma autonomia e estabilidade de financiamento que garanta a esse professor as condições necessárias para fazer seu trabalho", afirmou a cientista política em entrevista à coluna da Míriam Leitão.
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