Sakamoto: gravações provam que Bolsonaro é o pai da corrupção das rachadinhas

O jornalista Leonardo Sakamoto comenta a respeito das gravações inéditas divulgadas pela jornalista Juliana Dal Piva que reforçam: apesar de Flávio Bolsonaro estar no centro do escândalo das "rachadinhas", seu pai adotava a mesma prática entre seus funcionários na Câmara dos Deputados

(Foto: sakamoto/juliafleck, Bolsonaro/Reuters)


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247 - O jornalista Leonardo Sakamoto  comenta a respeito das gravações inéditas divulgadas pela jornalista Juliana Dal Piva, no portal UOL, que  reforçam: apesar de Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) estar no centro do escândalo das "rachadinhas" (como ficou conhecida a apropriação indevida de salários de servidores de seu gabinete), Jair adotava a mesma prática entre seus funcionários na Câmara dos Deputados.

O jornalista explica que a a "extensa e detalhada reportagem, divulgada nesta segunda (5), mostra o presidente sendo tratado como o "01" de esquema em troca de mensagens entre a esposa de Fabrício Queiroz, Márcia Aguiar, e sua filha, Nathalia Queiroz. Márcia, que esteve foragida enquanto seu marido estava preso em meio às investigações, disse que Jair não o deixará atuar como antes na política". 

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"O Ministério Público do Rio de Janeiro acusa Fabrício Queiroz de ser operador do esquema enquanto Flávio era deputado estadual na Assembleia Legislativa. Ele, que é amigo de longa data de Jair e foi colocado por ele no gabinete do filho, seria o responsável por organizar o recebimento do dinheiro desviado de servidores reais e fantasmas e ajudar em sua lavagem", acresenta. 

Sakamoto relata que "uma gravação obtida pela colunista Juliana Dal Piva mostra Andrea Siqueira Valle, ex-cunhada de Jair, afirmando textualmente que o então deputado federal e, hoje, presidente demitiu o seu irmão porque ele deveria devolver R$ 6 mil por mês e entregava algo entre R$ 2 mil e R$ 3 mil de volta de seu salário como assessor. Segundo o áudio, ela disse que Bolsonaro falou: 'Chega. Pode tirar ele porque ele nunca me devolve o dinheiro certo". 

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"A reportagem também mostra que o envolvimento de militares nos rolos do clã não é coisa nova, mas começou muito antes de sua chegada à Presidência da República. O coronel da reserva do Exército, Guilherme dos Santos Hudson, que foi colega de Jair na Academia Militar das Agulhas Negras, é apontado como responsável por recolher salários da ex-cunhada quando ela era contratada como assessora do gabinete de Flávio", informa. 

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