Lava Jato tinha sistema de grampos paralelo e ilegal, admite agente da PF em depoimento

Rodrigo Prado, agente da Polícia Federal que foi o responsável pelo grampo ilegal contra os ex-presidente Lula e a então presidenta Dilma Rousseff , afirmou em depoimento que a PF usou equipamento não “homologado”, portanto, ilegal durante a Lava Jato

(Foto: ABr)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

247 - O agente da Polícia Federal Rodrigo Prado, que atuou junto à operação Lava Jato de Curitiba, afirmou em depoimento que utilizou um sistema paralelo de interceptação telefônica. O agente foi responsável por selecionar, em 2016, trechos de um grampo ilegal entre os ex-presidentes Lula e a então presidenta Dilma Rousseff e por ter instalado uma escuta ilegal na cela do doleiro Alberto Youssseff em 2014.

Prado, no entanto, diz não se lembrar se esse equipamento foi usado para investigações relacionadas aos crimes na Petrobras.

continua após o anúncio

“A Polícia Federal está desenvolvendo um sistema próprio de interceptação que vai fazer a mesma coisa que o sistema Guardião faz”, afirmou Prado, em resposta ao advogado Cristiano Zanin, responsável pela defesa do ex-presidente Lula, ao ser questionado se ele tem conhecimento da existência de algum sistema de interceptação telefônica para além do Guardião, equipamento oficial da PF.

A defesa do ex-presidente Lula denunciou a existência de um sistema que não está “homologado” e, portanto, é ilegal e mostra “a extensão da corrosão do Estado de Direito” durante a Lava Jato.

continua após o anúncio

“A confirmação da existência de um sistema paralelo de interceptações telefônicas usado pelo Estado brasileiro — que o próprio agente diz que não está “homologado” - revela um cenário de ilegalidades de proporções inauditas”, aponta a defesa de Lula.

No depoimento, Zanin questionou se esse segundo equipamento chegou a ser usado para interceptar ligações. “A gente sempre evitou, é, usar esses sistema enquanto não tivesse homologado porque corria o risco de perder um áudio. Então eu não me recordo no âmbito da Lava Jato esse sistema ter sido utilizado. A gente usava para investigações menos relevantes. Investigações em que eu pudesse assumir o risco de perder uma ligação”, disse Prado.

continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247