Lava Jato defende unificação de forças-tarefas, apoiada por Aras, como forma de estabilizar crise com PGR
A Lava Jato de Curitiba vê a unificação de todas as forças-tarefas voltadas para combate à corrupção, na Unac, como única saída para pacificar a relação com o procurador-geral da República, Augusto Aras
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247 - A Lava Jato de Curitiba vê a unificação de todas as forças-tarefas voltadas para combate à corrupção, na Unac, como única saída para pacificar a relação com o procurador-geral da República, Augusto Aras, segundo Bela Megale, no jornal O Globo. A proposta havia sido estudada pela PGR no final do mês passado.
Segundo Megale, a ideia de que a unificação é a melhor maneira de estabilizar a crise com a PGR “é consenso entre integrantes da força-tarefa paranaense”. O artigo afirma, porém, que os lava-jatistas defendem uma baixa interferência de Aras e que a coordenação da Unac seja subordinada a um subprocurador independente de sua escolha. Uma alternativa que defendem é que a escolha do coordenador seja feita pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
A briga entre a Lava Jato e a PGR começou em junho, quando o Ministério Público Federal (MPF) abriu uma sindicância para apurar a ida da subprocuradora-geral Lindora Araújo à força-tarefa da Lava Jato em Curitiba para conseguir informações sigilosas. Responsável pela operação na Procuradoria-Geral da República (PGR), sua ida causou uma crise que culminou na saída de três integrantes do grupo de trabalho na PGR.
No dia 25 de junho, a Lava Jato de Curitiba enviou um ofício à Corregedoria do MPF acusando a subprocuradora de querer ter acesso a dados sigilosos da operação e de inspecionar os trabalhos da equipe sem aval da Corregedoria.
Três dias depois, Augusto Aras afirmou que a Lava Jato não é uma operação autônoma do MPF. “A Lava Jato, com êxitos obtidos e reconhecidos pela sociedade, não é um órgão autônomo e distinto do Ministério Público Federal (MPF), mas sim uma frente de investigação que deve obedecer a todos os princípios e normas internos da instituição. Para ser órgão legalmente atuante, seria preciso integrar a estrutura e organização institucional estabelecidas na Lei Complementar 75 de 1993”, disse na ocasião.
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