Kakay: ‘Moro vai entender, sofrendo na pele, a importância de ter uma defesa técnica’

Advogado criminalista comenta a nota divulgada pela defesa do ex-ministro Sergio Moro em que defende a paridade de armas e alega surpresa por não ter acesso integral aos documentos obtidos pela AGU, em inquérito sobre interferência de Bolsonaro na PF

Kakay e Sérgio Moro
Kakay e Sérgio Moro (Foto: Senado Federal | Isac Nóbrega/PR)


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247 - O advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, comentou em nota o posicionamento em que a defesa do ex-ministro Sergio Moro defende a paridade de armas e alega surpresa por não ter acesso integral aos documentos obtidos pela AGU (Advocacia-Geral da União), em inquérito no Supremo Tribunal Federal sobre interferência de Bolsonaro na Polícia Federal. 

Ele lembra que Moro, como juiz da Lava Jato, “sempre foi parcial e nunca respeitou o direito de defesa na sua amplitude” e que agora “vai entender, sofrendo na pele, a importância de ter uma defesa técnica e de ver cumprida a Constituição”. 

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Leia a íntegra do comunicado de Kakay e abaixo a nota da defesa de Moro:

Ler a defesa do ex-ministro Sergio Moro defender a paridade de armas, alegar surpresa por não ter acesso integral aos documentos a que se refere à AGU, clamar por ter o direito de defesa respeitado é um presente para o estado democrático de direito. 

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O ex-juiz sempre foi parcial e nunca respeitou o direito de defesa na sua amplitude. Um juiz que nunca honrou o Poder Judiciário, desrespeitando com frequência a Constituição Federal. Mas, como ensina o poeta maranhense, “a vida dá, nega e tira”. 

Neste momento difícil para o sr. Sérgio Moro, em que o ex-juiz está sendo investigado e sofrendo a força do poder do Estado contra ele, mesmo mantendo o apoio de grande parte da mídia, se faz necessário que todos os democratas, toda a advocacia defenda o devido processo legal na sua plenitude. 

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O ex-juiz tem, felizmente, um grande advogado. E queremos que como investigado tenha garantido todos os direitos que nunca garantiu aos réus dos casos nos quais atuou como juiz. Vamos todos exigir o cumprimento das garantias constitucionais. Inclusive o princípio da presunção de inocência, contra o qual ele tanto lutou. 

Se processado e condenado que só cumpra sua pena após o trânsito em julgado e que não sofra o supremo constrangimento de uma prisão preventiva desnecessário e arbitrária.

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O ex-juiz vai entender, sofrendo na pele, a importância de ter uma defesa técnica e de ver cumprida a Constituição.

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