Kakay critica possível recesso da CPI da Covid: 'pelos 500 mil mortos, não há espaço para interromper a investigação'

"Eu espero que os Senadores não façam essa interrupção durante o recesso. Seria como parar um tratamento de um brasileiro infectado pela Covid. Um brasileiro na UTI. O Brasil está na UTI e o Senado sai de férias", escreve o advogado

(Foto: Divulgação)


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247 - O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, em publicação no Estado de S. Paulo neste domingo (4), criticou a possibilidade de recesso da CPI da Covid. "Conversei há pouco com alguns senadores e vejo que há uma hipótese de suspensão da CPI da Covid durante o recesso de julho. Respeitosamente, eu espero que o Senado tenha conseguido uma liminar para impedir qualquer morte durante esse período. Não sei bem quem teria esse poder, mas só assim é possível entender a interrupção dos trabalhos da CPI".

O especialista aponta a diferença desta comissão para as outras que já ocorreram na história brasileira e pediu, pelos mais de 500 mil mortos pela Covid no país, que os trabalhos dos senadores não sejam paralisados. "Já disse mais de uma vez, essa não é uma CPI das construtoras, dos bancos, é uma CPI do desastre sanitário que se abateu sobre o país. É necessário apontar os responsáveis por boa parte desses óbitos. Já contabilizamos mais de meio milhão de mortos. E precisamos saber quem ganhou dinheiro com nossa dor. Não há espaço para interromper a investigação. Em nome dos mais de 500 mil brasileiros que foram vencidos pelo vírus. Em homenagem aos milhões que sofrem e sofreram essa perda, eu espero que os Senadores não façam essa interrupção durante o recesso. Seria como parar um tratamento de um brasileiro infectado pela Covid. Um brasileiro na UTI. O Brasil está na UTI e o Senado sai de férias".

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