Justiça manda banco detalhar transações de escritório ligado a Salles, com movimentações financeiras suspeitas
O escritório, do qual a mãe do ex-ministro é sócia, teve movimentação atípica de R$ 14 milhões, segundo investigação da Polícia Federal (PF)
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247 - O ex-ministro Ricardo Salles deixou o Ministério do Meio Ambiente dias depois da Justiça de São Paulo determinar que um banco forneça detalhes das operações financeiras envolvendo seu escritório de advocacia. O escritório, do qual a mãe do ex-ministro é sócia, teve movimentação atípica de R$ 14 milhões, segundo investigação da Polícia Federal (PF).
A ordem atendeu a um pedido do Ministério Público de São Paulo. Um inquérito sigiloso suspeita de enriquecimento ilícito do ex-ministro na década passada, quando alternou a atividade de advogado com a de servidor na administração de Geraldo Alckmin (PSDB), informa a Folha de S.Paulo.
Os indícios foram obtidos pela PF durante operação de busca e apreensão nos dois endereços de São Paulo registrados como vinculados ao Carvalho de Aquino e Salles Advocacia, no último dia 19.
O ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, na quarta-feira, 23, decidiu deixar a pasta quando soube que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediria sua prisão, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo. Ele obteve a informação na terça, 22.
Segundo o jornal paulista, Bolsonaro ainda chegou a pedir que o ex-ministro ficasse no cargo e enfrentasse o Supremo. Salles, no entanto, teria dito que temia pela segurança da mãe, também investigada por operações financeiras em escritório de advocacia do qual é sócia com o filho.
O ex-ministro é alvo de um inquérito que investiga um esquema ilegal de retirada e venda de madeira. Segundo o ex-superintendente da Polícia Federal (PF) do Amazonas, Alexandre Saraiva, Salles usava o cargo no ministério para favorecer madeireiros que desmatam a Amazônia, abrindo caminho para o contrabando de madeira ilegal.
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