Jurista que foi autor de impeachment de Dilma diz que Bolsonaro faz insulto 'asqueroso'

O jurista Miguel Reale Jr., coautor do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, considerou asqueroso o ataque de Jair Bolsonaro com insinuações sexuais à jornalista Patrícia Campos Mello. Reale Jr. disse também que "há uma continuidade entre elogiar o torturador coronel Ustra e ofender a jornalista" e que de Bolsonaro "só poderia vir isso”.

Mibuel Reale Jr. e Jair Bolsonaro
Mibuel Reale Jr. e Jair Bolsonaro (Foto: Zeca Ribeiro/Senado | PR)


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247 - O jurista Miguel Reale Jr., coautor do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, questiona “como as mulheres brasileiras podem respeitar um presidente que, porque desgosta de uma reportagem, se sente no direito de desqualificar a repórter com um insulto asqueroso?” 

Para o jurista, Bolsonaro pratica a transformação da mulher em objeto sexual vendável para a desqualificar, informa a jornalista Mônica Bergamo em sua coluna na Folha de S.Paulo.

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MIguel Reale Jr. opinou que assim como a ofensa ao decoro leva ao impeachment, o mesmo pode ser dito sobre a ofensa à dignidade humana. 

Para o jurista, Bolsonaro desrespeitou a dignidade de todas as mulheres. 

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Lembrando que Bolsonaro defendeu a tortura, Reale Jr. afirmou que há “uma continuidade entre elogiar o torturador coronel Ustra e ofender a jornalista. O homem é o mesmo, e dele só poderia vir isso”.

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