Jurista negro citado em ação contra Magazine Luiza rebate: “absurdo”
Defensoria Pública da União usa como argumento o artigo escrito pelo jurista negro Irapuã Santana. Segundo ele, o trecho escolhido para ser citado na ação foi “completamente tirado de contexto”
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Monitor do Mercado - Ao cobrar que a Magazine Luiza pague R$ 10 milhões como indenização por “racismo”, por ter criado um programa de trainee só para negros, a Defensoria Pública da União usa como argumento o artigo escrito pelo jurista negro Irapuã Santana. Para ele, no entanto, a Ação Civil Pública é “absurda”.
“O racismo pode ser praticado por qualquer pessoa contra qualquer pessoa”, diz o texto, escrito por Irapuã, em parceria com o juiz e professor William Douglas, publicado no site ConJur e citado na ação da DPU contra a Magalu, protocolada nesta segunda-feira (5/10).
O trecho escolhido pela defensoria foi “completamente tirado de contexto”, na visão de Santana, que é advogado e atua, entre outros, na defesa da Educafro (ONG Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes).
“O texto foi pensado para falar do sujeito ativo do crime de racismo, que pode ser qualquer pessoa. Era refletir se minorias poderiam cometer crime de racismo. Isso é completamente diferente de afirmar que toda discriminação é racismo”, explica.
Leia a íntegra no Monitordomercado.com.
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