Junto com os sócios, Fábio, filho de Lula, vende participação na Gamecorp

Fabio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, e os sócios Fernando e Kalil Bittar, venderam a participação de 70% que detinham na Gamecorp. Para o tributarista Marco Aurélio de Carvalho, Fabio foi "criminalizado por carregar o sobrenome do maior líder popular deste país”

Fabio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, vende participação na Gamecorp
Fabio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, vende participação na Gamecorp (Foto: reprodução)


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247 - O empresário Fabio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, juntamente com os irmãos Fernando e Kalil Bittar, venderam a participação de 70% que detinham na Gamecorp, que explorava a PlayTV, canal especializado em games. Segundo reportagem do blog da jornalista Mônica Bergamo as ações e as dívidas da empresa foram adquiridas pelo empresário Walther Abrahão Filho. A Gamecorp foi alvo de diversa investigações em função de sua associação com a OI, que investiu R$ 5 milhões na empresa quando Lula ainda ocupava a Presidência da República. Em 2012, porém a Justiça determinou o arquivamento do inquérito . Em 2019, a Lava Jato pediu novas investigações sobre o caso. O advogado tributarista Marco Aurélio de Carvalho, que atua na defesa do filho do ex-presidente, destacou por meio de nota que o fato demonstra “uma perseguição criminosa , injusta e implacável contra Fábio e sua família e merece uma resposta enérgica do Poder Judiciário e do Estado brasileiro. Fábio não pode ser criminalizado por carregar o sobrenome do maior líder popular deste país”. 

O advogado ressalta, ainda que “o negócio foi feito às claras, inclusive com notas oficiais publicadas em jornais. E o dinheiro praticamente todo investido no negócio, a PlayTV, um canal de TV a cabo especializado em games, com um estúdio próprio de gravação, que chegou a empregar 300 pessoas, tinha entre seus patrocinadores e parceiros empresas como Itaú e Samsung e chegou a ocupar o primeiro lugar do Ibope em seu segmento”. 

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“Curiosamente, o negócio que se dizia de fachada, ficou com programação no ar por 17 anos seguidos, disponível para mais de 20 milhões de pessoas na TV a cabo”, completa o texto. 

Em carta enviada aos funcionários, Fabio destaca lembrar "desses últimos 15 anos como se tivesse feito uma longa escalada, em um terreno muito íngreme, sempre contra o vento e as tempestades” e que “apesar do massacre, nunca conseguiram demonstrar qualquer irregularidade. Nada.”

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