Juliano Medeiros diz que Alckmin vice dificulta aliança do PSOL com PT

"Não há dúvida de que seria um elemento dificultador. E não há dúvida que provoca grande desconforto", disse o presidente do PSOL

Juliano Medeiros, Lula e Alckmin
Juliano Medeiros, Lula e Alckmin (Foto: Reprodução/Facebook | Ricardo Stuckert | Reuters)


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247 - O presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, afirmou que uma eventual aliança entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, que está prestes a deixar o PSDB, poderá ser um "elemento dificultador" para que a legenda apoie a chapa na eleição presidencial de 2022. “Não há dúvida de que seria um elemento dificultador [apoiar Lula com Alckmin de vice]. E não há dúvida que provoca grande desconforto não só no PSOL, como também em parte da militância do próprio PT”, disse Medeiros em entrevista ao UOL

"Alckmin é político de centro-direita e a centro-direita é corresponsável pela crise que estamos vivendo. Para nós do PSOL não faz muito sentido pensar numa aliança das esquerdas com políticos como Alckmin ou com partidos que representem as posições dele", afirmou.

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"Não vejo o que Alckmin agrega em termos de força para essa aliança de mudanças. Alckmin defende as medidas que foram implementadas nos últimos anos: reforma trabalhista, lei das terceirizações, reforma da previdência, privatizações. Um conjunto de políticas que criou a crise econômica e aprofundou a recessão no Brasil nos últimos anos", completou.

Ainda segundo ele, “há um princípio de que errar uma vez é humano, mas errar duas já começa a ser burrice".  "O PT colocou como vice da Dilma Michel Temer, sujeito que conspirou contra a presidente da República para viabilizar o impeachment em 2016. Não vejo em que o Geraldo Alckmin possa agregar [à campanha de Lula], disse. 

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Medeiros também destacou que o PSOL vem acompanhando a repercussão dos desdobramentos de uma possível aliança entre Lula e Alckmin por meio das redes sociais. "Temos acompanhado a repercussão nas redes sociais, intelectuais e militantes que veem no Lula a possibilidade de superar essa tragédia que é o governo Bolsonaro, mas não querem ver repetido o filme de 2016, quando o vice conspirou para derrubar a presidenta democraticamente eleita", destacou. 

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