Juíza encerra inquérito contra William Bonner e Renata Vasconcellos por exibirem documentos do caso Flávio Bolsonaro

Os jornalistas foram investigados por crime de desobediência a uma decisão judicial relacionado a publicações que envolvem a investigação das "rachadinhas" no gabinete de Flávio Bolsonaro. A juíza cita o objetivo de proteger a liberdade de imprensa

Flávio Bolsonaro e bancada do Jornal Nacional
Flávio Bolsonaro e bancada do Jornal Nacional (Foto: Alessandro Dantas/PT no Senado | Reprodução)


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ConJur - Com objetivo de proteger a liberdade de imprensa, a juíza Maria Tereza Donatti, do 4° Juizado Especial Criminal do Rio de Janeiro, encerrou um inquérito contra os apresentadores do Jornal Nacional William Bonner e Renata Vasconcellos. A informação é do jornal Folha de S. Paulo.

Os jornalistas foram investigados por crime de desobediência a uma decisão judicial relacionado a publicações que envolvem a investigação das "rachadinhas" no gabinete de Flávio Bolsonaro, que na época dos fatos era deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio.

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No ano passado, a Globo foi proibida judicialmente de publicar informações sigilosas sobre o caso que envolve o senador Flávio Bolsonaro, filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro, e o ex-assessor dele Fabrício Queiroz.

O inquérito em questão foi instaurado pela Polícia Civil após pedido da defesa de Flávio para apurar se os jornalistas desobedeceram a ordem judicial ao noticiar uma denúncia do Ministério Público contra o senador. 

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Na decisão, a magistrada destacou a necessidade de "restaurar a normalidade e resguardar o livre exercício da imprensa". "Os pacientes noticiaram a propositura de ação penal em face do senador da República Flavio Nantes Bolsonaro, por crimes cometidos no exercício de seu mandato como deputado estadual, sendo evidente o interesse público na hipótese", disse.

A juíza também criticou a conduta do delegado responsável pelo inquérito, Pablo Dacosta Sartori. Segundo ela, mesmo que os apresentadores tivessem cometido crime de desobediência, não cabia à Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Informática apurar o caso: "Conforme o dito popular, 'pau que nasce torto, morre torto'".

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