Juíza auxiliar de Fachin acusa diretor de petroleira britânica de xenofobia por ser nordestina e defender urnas eletrônicas
Juíza federal Clara da Mota Santos Pimenta Alves registrou boletim de ocorrência contra Adriano Bastos, dirigente brasileiro da British Petroleum (BP)
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247 - A juíza federal Clara da Mota Santos Pimenta Alves, auxiliar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, registrou um boletim de ocorrência contra o executivo Adriano Bastos, dirigente brasileiro da petrolífera britânica British Petroleum (BP) após ter sido agredida verbalmente por ele com palavras de teor xenófobo.
De acordo com a coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, o caso teria ocorrido na sexta-feira (4), no interior de uma pizzaria de Cuiabá. A magistrada, que é baiana, estava acompanhada de duas filhas pequenas.
“À Polícia Federal, ela afirmou que um advogado teria se aproximado de sua mesa e proferido acusações, sem provas, de que as eleições deste ano foram fraudadas. Alves defendeu o sistema eleitoral, e uma colega afirmou que ela exercia a função de juíza e atuava no STF”, destaca a reportagem. Em seguida, o chefe da BP no Brasil, Adriano Bastos, teria se aproximado e dado início às agressões verbais.
“No boletim de ocorrência registrado, ela diz que o executivo teria atribuído a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Bahia, estado que ‘não produz nada’ e ‘não possui PIB’”.
Ainda conforme a reportagem, o executivo “ainda teria dito que o eleitorado do petista é formado por ‘assistidos’, além de ‘funcionários públicos’ que ‘não trabalham, não fazem nada’.
O episódio foi notificado ao compliance da petrolífera e a magistrada também deverá apresentar uma ação na esfera cível.
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