Itamaraty faz ciclo de palestras em que se destacam monarquistas e olavistas
A Funag - Fundação Alexandre de Gusmão -, ligada ao Itamaraty sob o comando de Ernesto Araújo, promove um giro de 180 graus em sua trajetória de centro formulador do pensamento diplomático e estratégico do Brasil, caracterizado pela busca da inserção soberana do país no mundo. Seu novo programa de atividades é um retrocesso sob influência de monarquistas e olavistas
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247 - Nesta terça-feira, o Itamaraty promove uma palestra de Bertrand de Orleans e Bragança. No material de promoção do evento, o conferencista é apresentado como "S. A. I. R.". Ou seja, "Sua Alteza Imperial Real", um título que desapareceu no país com a chegada da República, há mais de cem anos.
A informação é do jornalista Jamil Chade, especializado em política internacional.
A palestra com o descendente da família real é mais um encontro numa série promovida pela Fundação Alexandre de Gusmão (Funag) - órgão ligado ao Itamaraty - para avaliar o mundo "pós-pandemia", destaca o jornalista em sua coluna no UOL.
Entre os convidados estão figuras que questionam o papel da ciência na definição de políticas e promovem ataques recorrentes ao sistema internacional.
Segundo Chade, há um ponto constante em muitos dos discursos e intervenções feitos durante a série de palestras: as repetidas referências ao guru do governo, Olavo de Carvalho.
Os debates das últimas semanas foram marcados pela repetição de teses sobre a suposta relação da pauta de meio ambiente e o comunismo, os inúmeros riscos dos planos comunistas, as virtudes da aproximação do Brasil com os EUA. Alguns conferencistas falam sobre a eficiência da cloroquina, os planos "neocolonizadores" da China e, ao mesmo tempo, da suposta derrocada de sua economia.
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