Itamaraty esconde formatura de novos diplomatas após escolha de embaixador morto pela ditadura como patrono da turma

A avaliação do Itamaraty é que a presença de Jair Bolsonaro na formatura se tornaria inviável com a homenagem ao embaixador José Jobim, uma vez que o chefe de governo é entusiasta do regime militar e defendeu abertamente a execução de dissidentes da ditadura

José Jobim
José Jobim (Foto: Divulgação)


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247 - O chanceler Carlos França foi colocado em saia-justa após a classe de graduação dos novos diplomatas ter eleito o embaixador José Jobim como patrono da turma. Jobim foi morto pela ditadura militar em 1979, após ter denunciado o superfaturamento na construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu.

A avaliação do Itamaraty é que a presença de Jair Bolsonaro na formatura se tornaria inviável, uma vez que o chefe de governo é entusiasta do regime militar e defendeu abertamente a execução de dissidentes da ditadura. 

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Bolsonaro limitou-se a apenas enviar um discurso gravado aos diplomatas. O evento nem sequer foi transmitido à imprensa. 

O Itamaraty alega que a cerimônia foi restrita por conta das normas sanitárias impostas pela pandemia. “Nessas circunstâncias, cada formando pôde fazer-se acompanhar por apenas dois convidados”, afirmou o ministério, em nota. (Com informações da Folha de S.Paulo). 

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