Itamaraty e assessores de Bolsonaro no Planalto travam guerra interna que pode levar à queda do chanceler
O almirante Flávio Rocha, secretário de Assuntos Estratégicos do governo, estaria atuando nos bastidores para afastar Carlos França
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247 - O jornalista Igor Gadelha, do site Metrópoles, relata uma luta de bastidores revelando que não é nada pacífico o clima na área externa do governo Jair Bolsonaro.
A cúpula do Itamaraty e auxiliares presidenciais que o assessoram na área travam uma verdadeira guerra interna que deve respingar na agenda internacional do presidente.
A disputa envolve os três principais protagonistas da área: o ministro das Relações Exteriores, Carlos França; o assessor para Assuntos Internacionais da Presidência, o olavista Filipe Martins; e o secretário de Assuntos Estratégicos do governo, almirante Flávio Rocha.
Segundo aliados do chanceler, Carlos França se incomodou com agendas e viagens sem relação com a pauta internacional de Bolsonaro que estariam sendo feitas pelo almirante sem coordenar com o Itamaraty previamente.
Nos últimos dias, diplomatas próximos a França passaram a atribuir a Rocha um movimento para tirar o atual chanceler do cargo. O almirante estaria tentando se cacifar para emplacar o sucessor ou para assumir ele próprio o ministério.
O terceiro protagonista da guerra seria Filipe Martins. O assessor era ligado ao ex-chanceler Ernesto Araújo e perdeu espaço na agenda internacional de Bolsonaro desde a saída do então ministro, em março de 2021.
Desde então, Martins se aproximou mais de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que gosta de influenciar na área internacional. Nos últimos dias, o assessor olavista e o filho do presidente da República venceram uma queda de braço com França na nomeação do novo embaixador do Brasil nos Emirados Árabes.
No Planalto, é atribuída a Martins e a Eduardo a articulação para emplacar Marcos Degaut, secretário de produtos de Defesa do Ministério da Defesa, ao posto. Degaut foi indicado por Bolsonaro nesta semana contra a vontade do atual chanceler, que rejeitava o nome por não ser um diplomata de carreira.
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