Irmãos Batista vão pagar R$ 1 bilhão para salvar acordo de delação com PGR

No acerto feito com Janot e depois com Raquel Dodge, antecessores de Aras, os valores eram bem menores, na casa dos R$ 25 milhões para cada um dos irmãos

Só Joesley e Wesley foram presos por informação privilegiada no Brasil
Só Joesley e Wesley foram presos por informação privilegiada no Brasil (Foto: Reuters)


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Do Conjur - A equipe do procurador-Geral da República, Augusto Aras, chegou a um acordo com os representantes dos empresários Joesley e Wesley Batista para preservar o acordo de delação premiada feito em 2017, ainda na gestão do então procurador-geral Rodrigo Janot. A informação foi confirmada pela PGR.

Pelo acerto assinado nesta segunda-feira (7), os irmãos Batista, controladores da holding J&F, concordaram em pagar mais de R$ 1 bilhão para mantê-lo. A J&F não se manifestou sobre a repactuação. No acerto feito com Janot e depois com Raquel Dodge, antecessores de Aras, os valores eram bem menores, na casa dos R$ 25 milhões para cada um dos irmãos. 

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A colaboração, no entanto, passou a ser reavaliada depois que gravações indicaram que o então procurador Marcelo Miller teria sido contratado pelo escritório Trench, Rossi e Watanabe que atendia a J&F. A alegada omissão serviu de argumento para que Janot pedisse a anulação do acordo. Posteriormente, contudo, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região trancou a ação penal sobre o caso Marcelo Miller por não encontrar ilicitude na contratação do ex-procurador pelo escritório.

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