Irmão de Marcelo Arruda deve se encontrar com Bolsonaro: "ele não aceita esse tipo de coisa, essa violência"

José Arruda defendeu Bolsonaro. Outro irmão, Luiz, pediu para Bolsonaro ter mais empatia

(Foto: Reprodução)


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247 - José Arruda, irmão de Marcelo Arruda, militante petista que foi assassinado por bolsonarista em Foz do Iguaçu (PR), que conversou com Jair Bolsonaro (PL) por telefone, defendeu o presidente e afirmou ao jornal O Globo que está “definindo se vamos para Brasília ou se vamos pedir para o presidente vir a Foz”.

Bolsonaro tentou ganhar votos e disse aos familiares de Arruda que a imprensa está tentando botar a culpa do assassinato em seu colo. Ele convidou a família para uma coletiva de imprensa. Os dois irmãos de Marcelo são bolsonaristas.

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“Ele (Bolsonaro) pediu desculpas por não estar presente aqui, não poder vir no dia que o deputado veio. E bem sensibilizado pelo o que aconteceu. Porque o presidente na verdade ele não propaga esse tipo de coisa, né, de violência. Está acontecendo que algumas pessoas assim que são simpatizantes dele, mas ele de forma alguma aceita esse tipo de atitude das pessoas que falam que são seguidoras dele”, disse José.

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“Ele não aceita esse tipo de coisa, essa violência. As pessoas estão usando o nome dele, e ele não aceita esse tipo de atitude”, defendeu.

Já Luiz Arruda cobrou por mais empatia. Em ligação de vídeo com Bolsonaro, Luiz disse que “viu um calor humano diferente” vindo da esquerda.

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“Todo mundo sabe que sou favorável à sua causa. No enterro do meu irmão tinham 35 coroas de flores e a minha empresa, à qual eu me doei 35 anos, não mandou uma coroa de flores. Nós temos vários diretores aqui nomeados pelo senhor e ninguém me ligou, mesmo sabendo que eu sou simpatizante do senhor. Isso me dói em particular”, disse Luiz Arruda, ex-funcionário da Itaipu, com lágrimas nos olhos, enquanto Bolsonaro ficava em silêncio. “Quando a gente passa por uma coisa, cadê o nosso lado?”.

José, que defendeu Bolsonaro, não era muito próximo do irmão assassinado, segundo Pamela Silva, viúva de Marcelo Arruda, ao contrário de Luiz, que pediu mais empatia e também é bolsonarista, mas cobrou o presidente.

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'Absurdo', diz viúva

Pamela Silva, viúva de Marcelo Arruda, disse ser um “absurdo” o diálogo de Bolsonaro com os irmãos da vítimas. "Absurdo, eu não sabia", disse. 

"Os irmãos de Marcelo não estavam na festa, como eles podem ter concordado com o que o presidente falou?", questionou Pâmela.

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“Sabíamos que eles apoiavam o presidente, mas não imaginei que chegasse a esse ponto de eles deturparem a real história, dizer que o cara não foi por motivos políticos lá", lamentou. 

"Então, por que ele foi? Se a gente não conhecia ele, se a gente não sabia quem ele era? Ele tirou a vida do meu marido porque Marcelo era gordo, barrigudo? Óbvio que foi por motivo político", ressaltou 

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"Só se for para avisar ao presidente que ele está invertendo os papéis, invertendo a história, culpando a vítima. O cara invadiu a festa e agora a culpa vai ser do Marcelo?"

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