Investigações envolvendo clã Bolsonaro devem ganhar impulso em 2022
Investigações apuram supostos crimes cometidos por Jair Bolsonaro e seus filhos: o senador Flávio Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro
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247 - As investigações envolvendo Jair Bolsonaro e o seu entorno familiar que caminharam devagar ao longo de 2021 deverão ganhar impulso no próximo ano, incluindo os processos que apuram um esquema de rachadinha e compra de uma mansão em Brasília pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o suposto favorecimento à um empresa de eventos pertencente a Jair Renan Bolsonaro, além do caso sobre os gastos do cartão corporativo do chefe do Executivo, entre outros.
De acordo com a Folha de S. Paulo, Jair Bolsonaro obteve algumas vitórias significativas ao longo de 2021, principalmente junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), como o arquivamento sem investigação da denúncia de favorecimento e tráfico de influência contra Jair Renan. O caso foi aberto após a imprensa revelar que ele e o sócio Allan Lucena ganharam um carro elétrico de um grupo empresarial que apoiou a criação da empresa de eventos do filho do ocupante do Palácio do Planalto.
“A representação pedindo investigação sobre o caso ganhou relatoria do ministro Raimundo Carreiro, que foi indicado por Bolsonaro para assumir a embaixada do Brasil em Portugal. A nomeação foi aprovada no final de novembro pelo Senado”, ressalta a reportagem. O caso foi arquivado pelo relator.
Carreiro também foi o relator da auditoria dos gastos com cartão corporativo de Bolsonaro e seus parentes. O caso, porém, está engavetado devido à pressão para que o ministro não julgasse o caso antes da análise do processo de suspeição contra ele em processos envolvendo o chefe do Executivo. Em setembro, o TCU também optou por não investigar a denúncia de que o governo Bolsonaro teria desviado da finalidade específica R$ 7,5 milhões doados para a compra de testes rápidos da Covid-19.
Apesar disso, as investigações envolvendo a família Bolsonaro começaram a ganhar impulso junto à Polícia Federal no final deste ano. “Jair Renan, por exemplo, foi convocado na sexta-feira (17) para prestar explicações sobre sua empresa, um ano depois de o caso vir à tona, mas ele não compareceu, alegando problemas de saúde. Em 23 novembro, a ministra Rosa Weber, do STF (Supremo Tribunal Federal), também prorrogou por mais 45 dias o inquérito que apura se o presidente cometeu o crime de prevaricação no caso da vacina Covaxin”, ressalta a reportagem.
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