Integrantes da DPU repudiam ação contra Magazine Luíza por programa de trainee para negros
Grupo de Trabalho de Políticas Etnorraciais da DPU repudiou a ação movida pelo defensor Jovino Bento Júnior. A ação foi considerada pelos defensores como “constrangedora”, “péssima” e que “não reflete a missão e posição institucional da Defensoria Pública da União quanto a defesa dos direitos dos necessitados"
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247 O Grupo de Trabalho de Políticas Etnorraciais da Defensoria Pública da União (DPU) repudiou, em uma nota técnica, a ação movida pelo defensor Jovino Bento Júnior contra o Magazine Luiza, acusado por ele de fazer ‘marketing de lacração’ por promover um programa de trainee voltado para pessoas negras. Na ação, Jovino Bento pede que a empresa pague uma indenização de R$ 10 milhões por danos morais. A iniciativa, porém, foi considerada pelos defensores como “constrangedora” e “péssima”.
Segundo reportagem do blog do jornalista Fausto Macedo, ação movida por Jovino seria uma espécie de reação de um grupo minoritário de membros da DPU alinhados com a ideologia do governo Jair Bolsonaro que, em julho, perdeu a eleição interna para o Conselho Superior da Defensoria Pública da União. Atualmente, a maioria do conselho é formada por defensores críticos à atual gestão federal.
Na nota, o Grupo de Trabalho de Políticas Etnorraciais da DPU ressalta que ação de Jovino Bento “não reflete a missão e posição institucional da Defensoria Pública da União quanto a defesa dos direitos dos necessitados". “Mais que isso, contraria os direitos do grupo vulnerável cuja DPU tem o dever irrenunciável de defender”, completa o texto.
“A polêmica gerada em torno dessa ação afirmativa reside apenas no fato de poucas empresas hoje adotarem postura semelhante à louvável ação afirmativa acima referida, valendo lembrar que polêmicas igualmente foram geradas pelas primeiras ações coletivas sobre o tema de cotas étnicas e ações afirmativas que hoje são legal e constitucionalmente consolidadas no Brasil”, destaca outro trecho da nota.
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