Insatisfeitos com Bolsonaro, delegados da PF entram em greve no dia 12 de março
ADPF alega que o governo Jair Bolsonaro descumpriu promessa sobre a reestruturação das carreiras policiais da União, além de não valorizar a categoria
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247 - Os delegados da Polícia Federal (PF) marcaram para o dia 12 de março o início das paralisações da categoria em protesto contra o descumprimento de promessas do governo Jair Bolsonaro referentes à reestruturação das carreiras policiais da União e de aumento salarial.
"Essa e outras ações são respostas ao tratamento de desvalorização que os policiais federais têm recebido do governo federal desde o início e culminam com o descumprimento, por parte do presidente da República, da promessa de promover reestruturação das carreiras policiais da União”, disse o presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), Luciano Leiro, à coluna do jornalista Chico Alves, do UOL.
Ainda segundo ele, policiais civis de diversos estados ganham mais que os agentes federais. "Por isso dizemos que a bandeira de defesa da segurança pública do presidente não se mostra uma realidade. Pelo contrário, só tivemos perdas. Isso é muito ruim para o trabalho da polícia, para o combate à corrupção", disse.
Além da pauta específica, a ADPF também pede a renúncia do ministro da Justiça, Anderson Torres, que é delegado da PF, por "desprestígio e desrespeitoso tratamento dado pelo presidente da República à Polícia Federal e ao próprio ministro".
Leito também disse que as críticas sobre o aparelhamento da corporação por parte do governo Jair Bolsonaro só terão fim quando a Polícia Federal tiver mandato para o diretor-geral por meio de uma lista tríplice, além de autonomia administrativa para definir os cargos de comando.
"Não é possível, por exemplo, termos quatro diretores-gerais num mesmo governo. Isso atrapalha a atuação da PF. É uma quebra de continuidade que só fortalece a criminalidade, inclusive a corrupção", afirmou.
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