Indulto é atalho encontrado por Bolsonaro para agradar e fortalecer base política nas polícias, diz Bruno Boghossian
"A conexão com a categoria se fortaleceu ao longo do mandato, mas também pode ser um ativo para o presidente depois que ele deixar o poder", avalia o jornalista
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247 - O jornalista Bruno Boghossian avalia, em sua coluna na Folha de S. Paulo, que o indulto de Natal perdoando policiais condenados por crimes culposos, beneficiando diretamente os participantes do Massacre do Carandiru, foi o “atalho” encontrado por Jair Bolsonaro (PL) “para agradar aos policiais e fortalecer sua base política nos batalhões”. O indulto foi assinado por Bolsonaro na semana passada.
“A conexão com a categoria se fortaleceu ao longo do mandato, mas também pode ser um ativo para o presidente depois que ele deixar o poder”, destaca Boghossian. “O Brasil tem mais de 700 mil agentes de segurança espalhados pelo território nacional, um contingente politicamente valioso para a família Bolsonaro. Além disso, a retórica da guerra contra o crime –que inclui a celebração de mortes praticadas por policiais– continuará sendo uma pedra fundamental da plataforma bolsonarista”, completa.
O jornalista ressalta, ainda, que “a equipe de Lula acredita que o STF vai derrubar o indulto concedido aos responsáveis pelo massacre. No futuro governo, esses decretos devem voltar ao modelo anterior, quando o perdão seguia determinadas condições (como a duração da pena ou a situação do preso), sem beneficiar categorias específicas”.
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