Indígenas no Pará são ameaçados de morte após operações da PF contra garimpo ilegal
Uma carta culpa os povos indígenas pelas ações policiais realizadas no mês passado e ameaça: ‘vão sofrer com a própria vida’
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247 - Indígenas foram alvo de ameaças de morte após a Polícia Federal realizar operações contra o garimpo ilegal e o desmatamento na região de Novo Progresso, no Pará, informou o jornal O Estado de S.Paulo, que teve acesso a uma carta que foi deixada nesta segunda-feira, 12, no Instituto Kabu, que atua na proteção do povo Kayapó Mekrãgnotí, na região sul do Pará.
A carta culpa os povos indígenas pelas ações policiais realizadas no mês passado. Estas operações levaram à destruição de dezenas de maquinários.
“Por causa de vocês, seus vagabundos, nós do (Novo) Progresso e Castelo (dos Sonhos) e região tomamos grandes prejuízos entre caminhões de madeira, escavadeira e os maquinários de garimpo. Vocês são culpados disso, chamando a atenção das autoridades”, afirma o texto.
E continua ameaçando os indígenas, falando para eles deixarem a região em dez dias, pois, caso contrário, “sofrerão as consequências com as próprias vidas”; e ameaçando “Paulão”, um ex-indigenista que trabalha como consultor do Instituto Kabu: “Os dias dele estão contados”. “Eu já tenho as fotos de cada um de vocês, vagabundos, em mãos”, diz a carta.
O Instituto, por sua vez, acionou a polícia para investigar a origem das ameaças, e o porta-voz da organização, o indígena Doto Takak-Ire, reforçou que as operações policiais não têm nenhuma relação com seu povo e é de responsabilidade do governo Jair Bolsonaro.
“A questão da fiscalização é do governo Bolsonaro, que é quem vocês estão defendendo. O Instituto Kabu só atua nas terras indígenas. O homem branco sabe muito bem que é proibida a extração e o garimpo na terra indígena”, disse.
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